<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968</id><updated>2012-02-13T11:40:00.782-02:00</updated><category term='Relatos'/><category term='Contos'/><category term='Blogs'/><category term='Resenhas'/><category term='Reflexões'/><category term='A Cidade Suspensa'/><category term='Autores'/><category term='Literatura'/><category term='Quadrinhos'/><title type='text'>O Guardião</title><subtitle type='html'>Sabe aquela história perdida, que pode estar no livro guardado na estante mais escondida da Biblioteca, ou da locadora, ou até mesmo numa página obscura da Internet; aquela história que, quando você a conhecer, fará toda a diferença em sua vida? Enquanto não chega o dia de encontrá-la, espero poder guardá-la para você.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7303768154056645280</id><published>2011-12-22T19:36:00.000-02:00</published><updated>2011-12-22T19:36:05.780-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Um conto de natal – Parte Final</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O duende jogou-se aos pés do Papai Noel. As crianças, horrorizadas, foram esconder-se atrás dos seus pais. Os seguranças pararam a alguns metros de distância, como que para observar a conversa que aconteceria dali em diante. Apesar da confusão de todos, o bom velhinho continuava calmo e sereno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Papai Noel – disse o duende –, eu não posso acreditar que encontrei o senhor. Sou o único que restou de todos nós. Não sei mais dos outros. Agora estou feliz porque o senhor vai cuidar de seu duende-mestre, do supervisor da sua antiga fábrica de brinquedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Afaste-se, Dimas. – disse o velhinho, calmamente – Nossa fábrica faliu, estou fazendo esses bicos para ver se pelo menos consigo tirar meu nome do SPC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Mas, Pa..Papai Noel... – o duende parecia horrorizado ante a frieza de seu antigo mestre. – Eu avisei ao senhor para que não mudássemos nossa moeda, que transferir-se para o Brasil não seria uma boa idéia, faria mal para as renas, mas o senhor insistiu em não manter nossas transações em ouro e ainda por cima quis comprar um chalé na Serra da Mantiqueira...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Eu sei, Dimas, eu sei – retorquiu o velhinho, com um sorriso entre a bondade e a tristeza. – Estou pagando caro por minhas ideias. Nossos investidores quebraram. O Banco do Pólo Norte pediu concordata e conflitos mundiais me encheram de temor. Pensei que seria um bom negócio vir para cá. E onde estão os outros?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Acabaram-se – o duende baixou os olhos, com um olhar triste –, todos viraram gesso ou pedra. Eu acho que Kalil está entre aqueles enfeites ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E apontou para os falsos duendes do Shopping. Pelo visto um deles não fora falso um dia. Eu permaneci calado. É, parece que a crise atingiu até mesmo o Papai Noel! Pensei que o bom velhinho, um dos símbolos do Capitalismo, seria o único imune a suas adversidades. Os dois continuaram sua conversa. Noel mantinha uma expressão cada vez mais fria e severa. O duende, por sua vez, curvava-se cada vez mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Papai, por favor, me aceite a seu serviço. Eu posso ser seu assistente, como antes!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Impossível, caro Dimas. Eu só posso pagar duas assistentes e – Noel apontou as moças que o acompanhavam –, como vê, não há como eu deixar uma dessas duas lindas jovens sem amparo financeiro, em troca de um molenga como você!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Mas, mas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Chega de “mas”, Dimas! – a voz do velhinho foi enérgica, fazendo o duende encolher-se. – Não quero ouvir mais suas lamúrias. Se quiser, torne-se gesso de uma vez e faça companhia para Kalil. Talvez o Shopping deixe você aí junto com os outros enfeites e, no final da temporada, encontre um lugar quente e seco para te guardar até o próximo natal. Essa é minha única oferta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dimas, entristecido, baixou os olhos. Fora vencido, não havia para quem mais recorrer. Eu olhava com compaixão para o pequenino duende. Pensei até em convidá-lo para trabalhar para mim, como faxineiro talvez. Uma criaturinha daquela deveria comer tão pouco! Mas ter um duende em casa talvez não seria lá uma coisa muito comum de se ver. Eu seria alvo de curiosos, telejornais, mídia. Eu não queria publicidade, queria só um conto de natal. Enquanto eu ponderava sobre as vantagens e desvantagens de se ter um duende em casa, Dimas foi lentamente se transformando. Aos poucos tornava-se uma figura mais fictícia do que real, feita apenas de gesso e tinta. O duende agora não passava de uma estátua velha e mal pintada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esfreguei bem os olhos, como se estivesse saindo de um transe. Olhei para aquela figurinha triste, enquanto, para minha admiração, as pessoas voltavam às suas preocupações normais. Papai Noel já voltara a atender as crianças com o sorriso mais bonachão do mundo, enquanto os pais riam e conversavam uns com os outros, esperando na fila a vez de seus pequeninos. Somente eu estava maravilhado. Somente eu me preocupava com o duende. Deixei o Shopping com pressa, ouvindo uma música fúnebre, saindo de não sei que lugar, sobrepondo sorrateiramente a música natalina que enchia todo o ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7303768154056645280?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7303768154056645280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7303768154056645280' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7303768154056645280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7303768154056645280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/12/um-conto-de-natal-parte-final.html' title='Um conto de natal – Parte Final'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-8364394426892764010</id><published>2011-12-12T00:30:00.000-02:00</published><updated>2011-12-16T02:53:47.284-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Um conto de natal – Parte I</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu caminhava pelas movimentadas ruas do centro, tentando inutilmente proteger-me do frio com a gola da minha jaqueta. Sim, este é um conto de natal, e todo conto de natal tem que ser aclimatado em uma baixa temperatura, se possível com neve e pessoas taciturnas, cobertas de casacos. Mas estamos em um natal dos trópicos e, por isso, não haverá neve e será verão. Providencialmente, uma frente fria chegou. Motivo do frio que veio a calhar perfeitamente em nosso conto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou andando, sim, tentando não esbarrar com nenhum dos frenéticos cidadãos que precisam fazer suas compras de véspera de natal. Milhares de pessoas acotovelam-se na calçada, em busca de tentadoras ofertas que façam seu presente valer até o último centavo. Eu, porém, não compartilho desse frenesi. Ando à revelia, estou buscando uma cena que sirva de inspiração para meu conto. Infelizmente, apesar do frio, meu natal está pobremente provido de elementos inspiradores. Não existem papais noéis balançando sininhos e pedindo esmolas. Isso é coisa de filme americano. E na verdade quase não vejo Papai Noel algum. Eles estão todos confinados aos Shopping Centers.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma idéia atravessa minha mente. É isso! Talvez em um Shopping, devidamente ambientado de acordo com o espírito do natal, eu possa encontrar a inspiração certa para um lindo conto. Sigo quase correndo para o Shopping. Estou com pressa, assim como todos os compulsivos compradores, mas não quero comprar nenhum presente. Quero na verdade criar um conto, presentear o mundo com uma história comovente, talvez até resgatar minha alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrei pelos altos portões de vidro e senti uma lufada do ar condicionado, mais fria do que lá fora. O caloroso espírito do natal evidentemente já tomava conta dos corredores do Shopping, abarrotado de pessoas que só paravam poucos segundos diante das vitrines para examinar quase mecanicamente os produtos exibidos. Fiquei observando esse bando de autômatos, enquanto andava, calmamente, pelo largo corredor, já assimilando a magia que enchia os enfeites de natal. Tudo é paz, tudo amor. Uma música natalina quase não conseguia superar o barulho de vozes e passos apressados. Segui pelo corredor até chegar ao pátio central, onde uma imensa árvore de natal fora armada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus olhos pararam diante dos enfeites. O trenó, as renas, os duendes, todos inanimados. Somente o Papai Noel esbanjava vida, cobrando módicos valores aos afortunados pais que quisessem satisfazer a vontade de seus filhos de tirar uma foto sentados no colo do bom velhinho. Enquanto eu divagava diante da cena das crianças quase se esmurrando para ter a primazia junto ao Papai Noel, um tumulto começava a surgir alguns metros atrás de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes que eu pudesse me virar para observar do que se tratava, o causador da bagunça já passava por mim e andava apressado na direção do trono do velhinho Noel. Assustei-me com a figura. Parecia uma criança, à primeira vista, devido à baixa estatura. Mas, gastando um pouco mais de atenção no exame, qualquer um veria que aquela pessoa não seria uma criança de fato. Seus cabelos eram grisalhos e lisos, embora grossos e cobertos por um gorro verde. Tinha-os na frente aparados rente aos olhos e, atrás, na altura na nuca. Um par de orelhas pontudas despontavam além do gorro, insinuando que aquela pessoa não era um ser humano. Seus olhos eram astutos e confiantes, embora estivessem um pouco tristonhos, adornados por sobrancelhas expressivas, também grisalhas. Um bigode espesso cobria o lábio superior, dando à criaturinha um certo ar de autoridade. Sua roupa era toda verde, guarnecida de guizos prateados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A princípio, quis negar o que meus olhos denunciavam e imaginei que poderia ser um anão fantasiado, talvez um mendigo que conseguira driblar os seguranças, que seguiam atrás dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, sua roupa não estava lá um primor. Tinha vários remendos e alguns guizos faltavam, enquanto outros estavam manchados, escurecidos pela ferrugem. Aquelas orelhas não pareciam ser falsas, é verdade, mas existem hoje fantasias que simulam totalmente um personagem natalino. E esse sujeito era idêntico às estátuas de duendes que acompanhavam o trenó e as renas de mentira que enfeitavam a árvore de natal do Shopping.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-8364394426892764010?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/8364394426892764010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=8364394426892764010' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8364394426892764010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8364394426892764010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/12/um-conto-de-natal-parte-i.html' title='Um conto de natal – Parte I'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-8878419628720467678</id><published>2011-12-03T16:14:00.001-02:00</published><updated>2011-12-03T16:56:32.676-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>A Sombra do Vento - A sombra do livro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://img.skoob.com.br/livros_new/1/103/A_SOMBRA_DO_VENTO_1251595760P.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="A Sombra do Vento" border="0" height="400" src="http://img.skoob.com.br/livros_new/1/103/A_SOMBRA_DO_VENTO_1251595760P.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando um livro deixa de ser mero objeto? Na resenha passada, falei sobre esse poder que algumas obras literárias (se não todas) sobre nossas almas e que nunca somos os mesmos após a leitura de um livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sempre somos fisgados ou cativados por um texto, por mais sedutor que ele seja. Pode acontecer, no entanto, que sejamos seduzidos sem nem sabermos. Torcemos o nariz para o livro durante toda a leitura para, ao fecharmos as páginas, descobrirmos que a história não será esquecida, que fará parte de nós, que a narrativa irá reverberar em nós, durante nossos silêncios, acompanhando nossa jornada na vida como uma &lt;i&gt;sombra&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi um pouco do que aconteceu quando terminei a leitura de &lt;i&gt;A Sombra do Vento&lt;/i&gt;. Uma leitura controversa, confesso. Isso porque o livro, por mais bem escrito (as imagens literárias são lindas), ainda não havia cativado este leitor aqui.&amp;nbsp;Continuei resistente até próximo ao final, mais especificamente ao fim de uma parte que se constitui o depoimento de uma das personagens mais importantes da trama. Descobri que estava amando a história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A Sombra do Vento&lt;/i&gt;, obra de Carlos Ruiz Zafón,&amp;nbsp;tem início quando Daniel, protagonista e narrador, desperta em sua cama desesperado, ao descobrir que não se lembra do rosto de sua mãe falecida. Daniel tem então dez anos. Seu pai, um homem sensato, sábio e sobretudo culto, resolve partilhar com o garoto um importante segredo: O Cemitério dos Livros Esquecidos. Nessa mistura mágica de biblioteca e necrópole, o menino encontra um livro que irá mudar para sempre sua vida: &lt;i&gt;A Sombra do Vento&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;escrito pelo obscuro Julián Carax.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro deixa o garoto tão comovido que ele passa a ser admirador de Carax. Infelizmente, não há muita informação sobre esse homem e os anos passam sem que Daniel saiba muito mais. Aos dezessete, porém, uma série de acontecimentos, dentre eles uma forte decepção amorosa, lançam Daniel em uma cruzada arqueológica cujo objetivo é desenterrar as obras e o passado de Julián Carax. Cruzada que se revelará cada vez mais perigosa, à medida que diversos personagens vão se revelando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a leitura, muitas vezes me perguntei sobre o sentido do título. Afinal, o vento não teria &lt;b&gt;sombra&lt;/b&gt;. Quem leu de certa forma sabe a resposta. Apesar da beleza das últimas palavras do romance, pensei em uma gama mais profunda de significados. Na interpretação, damos muito valor ao que foi dito, mas existe também o &lt;i&gt;não dito&lt;/i&gt;. Como Clarice Lispector bem disse, as palavras não existem para que as entrelinhas sejam estragadas. Elas servem para &lt;i&gt;realçá-las&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, quando Zafón batiza seu romance com esse título, cria uma bela imagem poética, mas também fala sobre o valor da &lt;i&gt;sombra&lt;/i&gt;&amp;nbsp;na trama. Afinal, Carax é um personagem obscuro. Além de ter sido um jovem sombrio, o personagem também é quase desconhecido, quase vivendo na sombra. Se a razão é a luz, a loucura seria a sombra. E não podemos negar que um dos temas mais fortes presentes neste romance é a loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto que se revela como possibilidade é a relação entre obra e autor. Ao lermos um livro, pouco sabemos sobre o seu criador. Afinal, quem é esta pessoa que ficou horas a fio imaginando personagens e dando-lhes forma através de linhas e linhas de texto? O que levou essa pessoa a escrever? Existe algum sentido, alguma mensagem que ele desejava transmitir? Ou ele escreveu por puro prazer? Nem todo mundo se faz perguntas desse tipo, mas não podemos negar que as respostas nem sempre estão lá. Assim como aconteceu com Daniel, essas respostas podem estar &lt;i&gt;nas sombras&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, de uma maneira bem ousada, divago até chegar à conclusão de que o livro seria o &lt;i&gt;Vento&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e o autor sua &lt;i&gt;Sombra&lt;/i&gt;. Ainda que invisível, o vento tem uma força incrível. Pode tanto dar forma quanto destruir. O vento é vida e tempo, pois é movimento em excelência. Movimento sem um objeto físico, sem um corpo. O vento muda o rumo dos barcos a vela no mar, assim como um livro mudou a vida de Daniel. Já a sombra é a pergunta que está além do vento. O que o impulsiona? De onde vem? Para onde vai?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É quase impossível imaginar os contornos da sombra de algo desprovido de forma. Eu disse quase. Esse é o poder das palavras e, a um nível maior, da Literatura. Poder de dar vida a conceitos e imagens que antes julgávamos impossíveis. O poder de dar forma ao mundo, de mostrar que a vida é mais do que parece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, Carlos Ruiz Zafón, em seu &lt;i&gt;A Sombra do Vento&lt;/i&gt;, dá forma a ideias controversas. Algumas quase terríveis, outras sublimes de tão belas. Se você quiser se enveredar por essas ideias, bem-vindo. Se não, pode também se encantar com a glamourosa Barcelona dos anos 1950, sempre bela sob a chuva. Pode testemunhar a beleza do amor adolescente. Tenho quase certeza de que, como eu, você sentirá que a viagem valeu à pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficha Técnica:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Título: &lt;i&gt;A Sombra do Vento&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Autor: Carlos Ruiz Zafón&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Editora: Suma de Letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ISBN: 9788560280094&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ano: 2007&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Páginas: 399&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tradutor: Márcia Ribas&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Página do livro no Skoob:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.skoob.com.br/livro/103"&gt;http://www.skoob.com.br/livro/103&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-8878419628720467678?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/8878419628720467678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=8878419628720467678' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8878419628720467678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8878419628720467678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/12/sombra-do-vento-sombra-do-livro.html' title='A Sombra do Vento - A sombra do livro'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-4005133087117444560</id><published>2011-11-30T22:52:00.000-02:00</published><updated>2011-11-30T22:54:21.615-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>A estrada, a casa e seus sabores</title><content type='html'>27/11/2011 - 15h30. No carro, a caminho de Joaíma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As montanhas verdes nos circundam. O gado salpica os cumes mais próximos. Montes abaulados e convidativos. As curvas sinuosas parecem acentuar nossa velocidade, que nem é tanta: 80 km/h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes dessa corriqueira viagem: Um almoço farto, caloroso e aconchegante foi o prenúncio de um cochilo na penumbra do quarto emprestado. Minutos de silêncio se desdobraram em horas de sonho. Horas apenas em sonho. O retorno à realidade me ocorreu pelo olfato: cheiro de café novo. Na cozinha. Parecia que ainda sonhava, enquanto percorria quase cambaleante o caminho do quarto até a cozinha. O café forte envolveu-me como um abraço amoroso. Voltei ao quarto, completo por um instante, por um instante sábio. Já imagino que ser feliz é isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dedicado aos meus: Brenda Linda e Fernando José.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-4005133087117444560?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/4005133087117444560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=4005133087117444560' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4005133087117444560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4005133087117444560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/estrada-casa-e-seus-sabores.html' title='A estrada, a casa e seus sabores'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-3516741704978629257</id><published>2011-11-28T00:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-28T00:30:01.044-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte Final</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Kain chegou ao fim de sua jornada. Auxiliado por asas vermelhas e pelo amor que venceu até as marcas mais profundas em um coração, o viajante está para ficar cara a cara com o Rei da Cidade Suspensa...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um estrondo, os portões do gabinete real foram escancarados. Kain parou por alguns instantes, procurando examinar o interior do recinto. Parecia a entrada de uma tumba há muito fechada. Tudo cheirava a podridão sepulcral. Kain entendeu que era um feitiço. Mas seria uma armadilha ou um procedimento padrão de segurança? Não importava. Deveria apressar-se. O viajante penetrou na escuridão do gabinete com passos firmes, porém cautelosos. Um rugido súbito pôs Kain em prontidão, mas não o suficiente para evitar que vários tentáculos o agarrassem firmemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Então o insolente irmão por fim retorna..." bradou alguém na escuridão. "Não ponderei que seria tão atrevido e temerário. No entanto apreciei imensamente quando soube da sua jornada em busca do seu coração."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain nada respondeu. Erguia barreiras contra os ataques do inimigo, ao mesmo tempo que preparava feitiços de reação. Mas sabia que sua derrota era praticamente certa. De fato, o Rei da Cidade Suspensa era o monstro que ele imaginava. Da escuridão, surgiu o corpo que sustentava os tentáculos. Era um homem enorme, talvez tivesse uns três metros de altura, e trajava um casaco comprido, de onde saíam os asquerosos tentáculos que prendiam o viajante. A coroa era enorme e bizarra, como os galhos de uma árvore seca, além de também ser uma máscara que ocultava o rosto do monarca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O ciclo está agora completo. Graças a ti, tornei-me rei deste lugar. Graças a mim, foste privado de teu coração. Percebo em teu rosto confusão; pelo visto, és muito menos de que já foste há milênios atrás."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quem... é você... afinal?" perguntou Kain, cada vez mais fraco por causa da força que os tentáculos faziam ao segurá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu? Sou o Exemplo, o Ideal. Sou a quimera que todos perseguem e almejam alcançar, a Perfeição. Sou o Humanismo perdido pela própria humanidade. Eu, caro irmão, sou Abel."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, um turbilhão de dolorosas imagens atravessou a mente de Kain, imagens de culpa e confusão. Viu as lembranças do Rei da Cidade, um jovem pastor de ovelhas, vítima do assassinato motivado pela inveja. O assassino, sangue do próprio sangue, condenado a viver sem identidade e sem sentimentos, sendo obrigado a trabalhar como um Vazio, tendo seu corpo preenchido por memórias alheias e o rosto desfigurado. Enquanto as lembranças de Kain e Abel se misturavam, o viajante viu pelas memórias do Rei que o Vazio enviado para caçar Kain já havia sido informado e aproximava-se do Torreão Real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas subitamente a torrente de pensamentos que invadia a mente de Kain cessou, enquanto a força dos tentáculos ia lentamente diminuindo. Kain recobrou o controle de seu corpo e viu nisso a oportunidade para um contra-ataque. Ergueu chamas ao seu redor, para lançá-las contra seu inimigo, mas parou por alguns instantes. O rei parecia temeroso por causa de alguém que acabava de entrar no recinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você..." murmurou Abel. "Por que está aqui?" &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain, já livre dos tentáculos, virou-se e viu uma jovem pálida, de cabelos loiros e olhos azuis, tristonhos. O viajante não pôde conter sua surpresa ao ver Marília surgir vacilante do mesmo portão que Kain surgira. Aquela era a chance, talvez a única, para um contra-ataque, mas Marília adiantou-se, ficando entre o Rei e o viajante. Se atacasse agora, Kain com certeza atingiria também a filha do Bibliotecário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Marília..." sussurou o Rei, "... como alcançou este lugar?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Recebi a ajuda da Aurora e suas asas avermelhadas" respondeu Marília, de forma a deixar claro a Kain que a jovem fora ajudada por Scarlate. "E estou aqui para acabar com esse teatro infame."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Insolente!" rugiu Abel, ameaçadoramente. Buscava recobrar sua fala pomposa. "Não admito tal comportamento em minha presença. Se não deixares este recinto agora, sentirás a minha ira!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Marília não pareceu importar-se. Sorriu e, nesse momento, murmurou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Então invoquemos todos os personagens desta peça. Agora."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subitamente, as paredes se alongaram e em cada canto do recinto surgiram o Ambulante Chinês, Salomão, o Bibliotecário, a Cortesã e o Vazio. Todos estavam lá e, ao mesmo tempo não estavam. Eram miragens e não eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da porta surgiu Scarlate, com suas asas vermelhas ainda à mostra. Sua miragem permanecia em um canto, pois neste ato final ela era algo além da Cortesã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kain sentiu o terror encher seu peito, ao ver que a peça iria por fim terminar e ele veria seu fim sem ao menos recuperar seu coração. Mas Marília aproximou-se e, ainda sorrindo, tocou o rosto do viajante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ainda há um pedaço do seu coração aqui dentro. Um pedacinho que o Demônio do Gelo e do Fogo não conseguiu arrancar. Esse pedaço vai te ajudar a encontrar o caminho de casa."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marília então virou-se para o rei e bradou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O que sustenta esta cidade também é sua maior fraqueza. Ela sempre precisou de Vazios e Exemplos. Você, meu querido, meu jovem pastor, foi apenas mais um escolhido para ocupar o papel de Rei, assim como Kim foi tornado em Vazio. Você crê, meu querido, que sempre haverá um Rei na Cidade Suspensa e este sempre nascerá pelas mãos sanguinárias de um Vazio. Mas eu digo basta!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, a filha do Bibliotecário enterrou a mão no peito e arrancou do mesmo o próprio coração. Parecia uma brasa azulada, que brilhava com intensidade. Marília estendeu a mão e andou com passos firmes em direção ao Rei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há magia mais poderosa que um coração puro entregue em benefício de outra pessoa. Ainda que Abel tentasse repelir a moça com seus tentáculos, os mesmos eram destruídos logo que se aproximavam. O coração brilhante de Marília tocou o indefeso monarca que explodiu em luz, junto com a jovem. O Torreão Real começou a balançar, instável. Kain apenas observava, surpreso e confuso. Tudo brilhava e, em meio à luz, Kain identificou as silhuetas de Marília e de um jovem e belo rapaz se abraçando como se há muito tempo não se vissem. O casal desapareceu em uma explosão de luz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escuridão subitamente envolveu o recinto. Kain sentiu mais uma presença naquela sala, além de Scarlate. As sombras que antes tomavam forma dos outros personagens se dissiparam, ficando apenas o Ambulante Chinês, que se tornava cada vez mais nítido. Seu olhar cada vez mais feroz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em segundos, as roupagens antes simples do oriental se tornaram vestes pomposas. Seu cabelo estava arranjado em um coque elaborado sobre sua cabeça, onde uma singela coroa dourada se sustinha. Sua face assumiu um ar arrogante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Agora este é meu momento” bradou ele. “Ajoelhem-se perante seu Imperador.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Scarlate ergueu suas asas de forma protetora, mas antes de qualquer iniciativa, ela foi lançada contra a parede, que engoliu metade do seu corpo. A moça estava presa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quieta, rameira” rosnou o Imperador. “Uma Nova Ordem nasceu. Graças a vocês dois, casalzinho patético. Obrigado.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A risada do Imperador feriu o peito vazio de Kain, que até o momento estava paralisado de terror. O Imperador ergueu a palma da mão direita e exibiu uma chama lúgubre e avermelhada, que bruxuleava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Reconhece este coração?” perguntou. “É aquele mesmo que você vendeu. Assim é você. Uma chama moribunda. Alguém que negocia qualquer coisa. Você é tão inútil quanto a rameira. É um vaso quebrado.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num grito de ódio, Kain reuniu todo o seu poder. As furiosas chamas antes destinadas a Abel foram lançadas contra o Imperador Chinês, que apenas ergueu a palma da mão esquerda. Nela estava o botão que o viajante negociara. Esse mesmo botão, ao ser atingido pelas chamas, fez com que Kain fosse envolto pelo seu próprio feitiço. O que antes era ódio tornou-se dor, pura e simplesmente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Imperador Chinês, ainda resmungando sobre Kain ser um vaso quebrado, fez um gesto cabalístico. A alma artificial de Kain foi arrancada, enquanto o que restava do viajante era consumido pelas suas próprias chamas. Num último resquício de consciência, Kain constatou que sempre desconfiara. Aquele que antes havia sido o Ambulante Chinês tivera tempo para fazer seus contatos, seus negócios. Bastou que o poder na Cidade Suspensa fosse desestabilizado para que o antigo mascate acionasse suas engrenagens, cobrasse seus favores por meio de feitiços e assumisse o posto máximo. Kain fora apenas a última peça naquele mecanismo, usado para depois ser jogado fora. Mesmo assim, tinha certeza, faria tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sol se ergueu sobre o horizonte, iluminando a Cidade Suspensa, eterna e sólida sobre as nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-3516741704978629257?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/3516741704978629257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=3516741704978629257' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3516741704978629257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3516741704978629257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/cidade-suspensa-parte-final.html' title='A Cidade Suspensa – Parte Final'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-2969942062152145491</id><published>2011-11-25T18:44:00.000-02:00</published><updated>2011-11-25T18:44:03.885-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Terra sonâmbula: vidas em trânsito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Cnp0WKDE1tM/Ts_xU1Hvm_I/AAAAAAAAAHk/1vAfp4OI7OA/s1600/terra-sonambula_rep_300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Cnp0WKDE1tM/Ts_xU1Hvm_I/AAAAAAAAAHk/1vAfp4OI7OA/s320/terra-sonambula_rep_300.jpg" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas que mais aprecio nos livros e na leitura é a possibilidade de trocarmos impressões, compartilharmos nossa vivência literária. Ler é um ato filosófico e transformador: nunca mais somos os mesmos ao final de uma leitura. A intensidade dessa mudança depende do quanto a leitura foi relevante para nós, do quanto essas palavras tiveram peso em nossas almas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouso afirmar inclusive que o livro também não é o mesmo quando chegamos ao seu fim. Antes o que era um objeto se torna algo que vai além de seus limites físicos. Uma obra espiritual. E por isso mesmo, o livro passa a não pertencer mais apenas ao seu autor. Nós, como leitores fiéis, nos apropriamos da narrativa, dessas vidas secretas, e as tornamos parte de nós. O livro e todo o universo que ele encerra passa a nos pertencer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim como o livro nos transformou (e transformamos o livro), queremos que outros passem também por esse processo. Queremos que essa transformação secreta e íntima passe a tocar outros universos, outras pessoas. Por isso, quando sentimos empatia com algum leitor, compartilhamos leituras, compartilhamos vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A leitura é um fenômeno que transcende o espaço e o tempo. É um ato íntimo, uma jornada em que o caminho percorrido é composto de memórias alheias mescladas às próprias memórias do leitor, pois ele precisa reconhecer os signos, as figuras de linguagem, as referências espaciais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é preciso ter tudo isso em mente, mesmo sabendo que, de certa forma, é isso que acontece em &lt;i&gt;Terra sonâmbula&lt;/i&gt;. Eu pensava nisso tudo depois de passear pelo blog da Fefa (&lt;a href="http://apaixonadaporpapel.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Apaixonada por papel&lt;/a&gt;). Ela citou um autor que ainda não havia lido. Depois de algumas conversas, perguntou se eu teria algum livro dele pra indicar. Por isso decidi apresentar aqui o livro que me fez amar cada linha traçada por esse moçambicano de quase 60 anos, registrado como António Emílio Leite Couto, mas conhecido como Mia Couto, por causa de sua paixão por gatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda jovem, Mia escrevia e publicava poemas. Depois passou para os contos e o romance foi seu gênero literário tardio, de certa forma refletindo sua maturidade. Em &lt;i&gt;Terra sonâmbula&lt;/i&gt;, seu primeiro romance, publicado em 1992, Mia Couto narra o encontro de dois mundos, ambos órfãos. O menino Muidinga, fugitivo de um campo de concentração em plena guerra civil, encontra em um ônibus queimado uma mala contendo cadernos escritos por um tal de Kindzu. Nesses cadernos um pouco do passado de Moçambique se revela, enquanto o autor do relato desenrola seu périplo em busca de respostas para seu destino, para o amor e para a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kindzu e Muidinga não se conhecem de fato, mas através dos cadernos, escritos numa linguagem quase mitológica, o menino passa pelo processo que descrevi anteriormente, essa transformação e apropriação que acontece quando um texto literário nos invade com toda a força e vitalidade que carrega. Assim, os dois, que antes eram estranhos, se tornam quase irmãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muidinga também é auxiliado pelo velho Tuahir. Ainda que não sejam parentes, Tuahir cuida do menino como um pai. O velho não sabe ler, mas conta com a habilidade de Muidinga para também participar da história, ouvir a leitura em voz alta e fazer parte desse mundo mágico que é reconstruído através dos olhos e da voz do menino.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa jornada, a própria estrada onde o ônibus queimado repousa começa a se transformar, contaminada pela magia das palavras que, antes mortas no papel, são ressuscitadas pela voz de Muidinga. Muitos são os desafios e aventuras. Muitas são as perguntas. As respostas ficam a cargo do leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Terra sonâmbula&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é mais do que um romance. É um tratado a favor da vida e da esperança, um mágico guia de viagem que fala do poder criador das palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixo por fim um pequenino trecho que considero carregar um pouco da alma do romance, pois traduz o próprio sentido do título. É uma fala de Kindzu:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Talvez, quem sabe,&amp;nbsp;cumprisse o que sempre fora: sonhador de lembranças, inventor de verdades.&amp;nbsp;Um sonâmbulo passeando entre o fogo. Um sonâmbulo como a terra em que&amp;nbsp;nascera." &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ficha técnica&lt;br /&gt;Título: &lt;i&gt;Terra sonâmbula&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Autor: Mia Couto&lt;br /&gt;Editora: Companhia das Letras&lt;br /&gt;ISBN: 9788535910445&lt;br /&gt;Ano da edição: 2007&lt;br /&gt;Páginas: 208&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página do livro no Skoob:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.skoob.com.br/livro/2940"&gt;http://www.skoob.com.br/livro/2940&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-2969942062152145491?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/2969942062152145491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=2969942062152145491' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2969942062152145491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2969942062152145491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/terra-sonambula-vidas-em-transito.html' title='Terra sonâmbula: vidas em trânsito'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Cnp0WKDE1tM/Ts_xU1Hvm_I/AAAAAAAAAHk/1vAfp4OI7OA/s72-c/terra-sonambula_rep_300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-1027987165506585852</id><published>2011-11-23T00:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-24T10:14:26.461-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>Memórias de uma existência ignorada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deitado em minha cama, escuto o som da descarga do apartamento de cima. A água escorrendo pela tubulação faz aquele som tão característico que não dá pra imaginar a sujeira que carrega.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse som também sugere a água que bate no tombadilho de um barco e escorre pelo convés, por entre as frestas das tábuas, algumas vezes chegando até os porões, onde repousam acorrentados os remadores. O som é raro, mas carrega em si uma cadência própria, como uma música secreta, revelada unicamente a ouvidos atentos, eleitos. Sim, ouço mais uma vez o escorrer da água e penso no mar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, a água não pode vir do mar, pois não sinto o movimento das ondas. Talvez eu esteja há tantos dias no mar que meu corpo se acostumou ao seu ritmo, sua pulsação. A privação de sol faz com que eu perca a noção de tempo. Há tantos anos aguardo neste porão, entre os turnos de remadas e repousos que se alternam. Não conto mais o tempo que aguardo para ver novamente o sol; para ir ao convés, recostar meus braços junto ao tombadilho e confirmar se as cores do mundo se desbotaram, se o céu e o mar são agora uma rasura do que já foram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tantas vezes pedi ao contra-mestre que me deixasse subir, nem que fosse por alguns instantes, mas a única prova da existência do mundo externo é esse som raro e irregular de água escorrendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em breve virão me buscar. Estou há tempo demais em meu catre, ferrado de piolhos e sentindo todos os meus ossos desconjuntados. Ontem foi um dia perverso, pois remamos sob ritmo forçado por quase 22 horas sem descanso. Nenhum dos oficiais disse o motivo, mas corre um boato de que estivemos perseguindo um navio pirata que não quis dar batalha ao Capitão. Isso é o que dizem. Poderíamos estar fugindo de piratas, tanto faz. Acorrentado a este casco de madeira corroída, pouco me resta a decidir sobre meu destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço ao longe os passos graves do capataz, subordinado ao contra-mestre. Vem acordar-nos. Os outros estão cansados a ponto de parecerem mortos, de tão silenciosos e imóveis. Não os culpo; somos qual mortos, condenados a uma existência ignorada. Aí vem ele; finjo dormir. Segura-me a camisa e sinto seu brusco puxão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caio da cama, assustado, ainda sem reconhecer o quarto na penumbra. Estou em meu familiar apartamento. Confiro as horas, num misto de estranhamento e urgência. Constato que preciso correr, se não quiser perder o horário de trabalho. Esfrego os olhos e caminho para o banheiro, sentindo na boca um curioso gosto de maresia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-1027987165506585852?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/1027987165506585852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=1027987165506585852' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/1027987165506585852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/1027987165506585852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/memorias-de-uma-existencia-ignorada.html' title='Memórias de uma existência ignorada'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-3661205786226535719</id><published>2011-11-21T00:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-21T00:30:00.284-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte XIV</title><content type='html'>&lt;i style="text-align: justify;"&gt;É confirmada a identidade da pessoa que mais tem ajudado Kain em sua jornada em meio aos edifícios labirínticos da Cidade Suspensa. Mais aspectos da Verdade estão prestes a ser revelados...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain e sua inusitada companheira caminharam apressadamente por caminhos cada vez mais escuros e úmidos. Segundo Scarlate, o aqueduto levava diretamente a um torreão e este para uma escada secreta que dava diretamente na câmara do Rei da Cidade Suspensa. Não havia garantias de que a entrada não estaria vigiada, mas a Cortesã contava com o fato de que quase ninguém conhecia essa passagem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ao que parece," comentou a jovem, "nem o Rei sabe que essa passagem existe."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Isso é bom demais para ser verdade, Sofia" ofegou Kain. "Ainda me pergunto se isso tudo não é uma armadilha."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você me ofende com essas palavras, Kim. Mas me ofende mais ainda ao me chamar por esse nome. Eu deixei de ser Sofia há muito tempo. Só voltarei a atender por esse nome quando você tiver de volta seu coração."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain fez um muxoxo, enquanto acompanhava Scarlate, que havia transformado o passo rápido em ligeira corrida. Não confiava na Cortesã, nem em seu agente, o Ambulante Chinês. Ao que parecia, o oriental havia ajudado a moça por todo o tempo que ela passara lá, inclusive garantindo seu ofício na taberna. Com as décadas se tornando séculos, a antiga dona do lugar cedeu o direito de propriedade à cortesã mais bela e talentosa, a moça cujo nome antes fora Sofia e que agora chamava-se Scarlate.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda essa história fora contada às pressas para o viajante, que não conseguia abrir mão de sua desconfiança. Era fato de que nomes e rostos misteriosamente surgiam como sendo familiares. Havia alguém, uma imagem no passado que insistia em pregar peças na mente do viajante, mas ele tentava resistir. Precisava concentrar-se, cumprir sua ambição, para depois partir para sempre daquele lugar. Sem ter seu coração de volta, seria sempre um Vazio, uma sombra, um escravo sem identidade, fugindo de senhores poderosos, que brincavam com a vida de homens e outras criaturas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim do aqueduto, Scarlate levou Kain por uma porta oculta na escuridão. A porta era de fato imperceptível, seu contorno só tornou-se visível quando a cortesã tocou algumas pedras na seqüência do que parecia ser uma senha. Logo que a passagem abriu, os dois entraram com rapidez, chegando a uma escadaria íngreme e perigosa, que subia pela parede externa do torreão central.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois subiram em silêncio. Nada se ouvia, a não ser o som de suas respirações ofegantes. Scarlate era a que mais ofegava, segurando a saia para que não tropeçasse em sua barra. Kain olhava por sobre os ombros da cortesã e lembrava do coração marcado de mordidas. Era delicioso e ao mesmo tempo completamente asqueroso. Algo então chamou sua atenção. Já estavam a uma altura considerável. O Torreão Real parecia ser mais alto até mesmo que a Biblioteca. Assim, o viajante pôde ter uma visão panorâmica da cidade, de seus titânicos edifícios e formidáveis fornalhas. Era imensa, vasta, como um Mal impossível de se extinguir. A visão foi tão perturbadora que Kain estacou entre os degraus, sentindo vertigem. Só não caiu porque foi agarrado por Scarlate.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É incrível, não é mesmo?" comentou a cortesã, em um tom de malicioso desinteresse. "Essa é a Cidade. A Cidade dos Sonhos que todos almejam alcançar. Dizem que todos aqueles que acabam nos abismos mais profundos almejam um dia morar aqui. Neste lugar, uma pessoa pode negociar sua alma pelo mundo inteiro ou o mundo inteiro por uma alma nova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain permaneceu calado. De qualquer forma, tudo o levava a crer que sua existência estava intimamente ligada àquela cidade. Talvez ele fosse um completo faz-de-conta. Talvez apenas reminiscências do corpo desse "Kim" fizessem parte do viajante e que a busca de um coração fosse algo completamente impossível e sem sentido. Uma alma artificial. Era bem provável que ele fosse apenas isso, um retalho de almas alheias. Mas Scarlate dizia algo importante e Kain resolveu prestar atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Está vendo aquelas enormes fornalhas? Já devem ter te falado que elas movimentam a Cidade e aquecem as caldeiras. Sabe o que mantém aquele fogo vivo? A magia dos corações negociados nesta cidade. Os corações vendidos por aqueles que querem trocar de alma e não têm posses para tanto. Esses corações são penhorados e, em seguida, transportados ao Banco, que os resgata. Em seguida, o Banco os vende ao Senhor das Fornalhas, que os usa para nunca deixar o fogo morrer. Por isso, acho que é quase impossível resgatar seu coração sem luta. O Rei da Cidade será nosso inimigo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não importa" respondeu Kain, com secura. "Não cheguei tão longe para desistir. Se precisar medir forças com o Rei, que assim seja."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um sorriso enigmático, Scarlate agarrou a mão esquerda de Kain e puxou-o escadaria acima. Em um segundo, o viajante olhou para baixo e viu que seus pés estavam suspensos e os degraus pairavam alguns metros abaixo. Aterrado, ele viu que Scarlate tinha agora um par de asas de um vermelho vivo, intenso. Instantes depois eles já estavam no alto do torreão. Scarlate pousou graciosamente em uma sacada, enquanto sorria. Estavam diante de um enorme portão que dava para o gabinete particular real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Esta é tua última batalha, meu querido" disse ela, com um sorriso doce. "Não se esqueça, alcance seu objetivo e volte para mim."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizendo isso, a Cortesã beijou suavemente os lábios do viajante e, antes que o rapaz desse conta, ela já havia alçado voo, tomando distância entre as nuvens de fuligem que saíam das chaminés. Kain respirou fundo. Tudo aquilo poderia ser um embuste, mas não havia mais tempo para outras medidas. A noite findava. Lá embaixo, em algum lugar, o Vazio o aguardava. Se havia alguma chance de reaver seu coração, havia chegado a hora. Sem hesitar, Kain marchou corajosamente rumo ao portão e o abriu. Sua jornada havia chegado ao fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-3661205786226535719?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/3661205786226535719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=3661205786226535719' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3661205786226535719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3661205786226535719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/cidade-suspensa-parte-xiv.html' title='A Cidade Suspensa – Parte XIV'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-175994346711392953</id><published>2011-11-18T14:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-18T14:35:13.078-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Éden - um mundo de sentidos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://img.skoob.com.br/livros_new/5/144905/DEN_1293335181P.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="Éden" border="0" height="198" src="http://img.skoob.com.br/livros_new/5/144905/DEN_1293335181P.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Ninguém imagina o que as coisas são apenas como aparentam. Certo, algumas pessoas podem defender o materialismo com unhas e dentes, mas até mesmo estes irão concordar que as coisas que existem vão além de como as vemos, ou interpretamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é a obra do quadrinista argentino Kioskerman (&lt;a href="http://www.kioskerman.com.ar/"&gt;http://www.kioskerman.com.ar/&lt;/a&gt;). Apropriando-se de elementos comuns às fábulas e aos contos de fadas, ele reconstrói o sonho do paraíso perdido, batizando-o de &lt;i&gt;Éden&lt;/i&gt;. Contudo, sua obra ultrapassa as barreiras de conceitos religiosos ou mitológicos. Ele apenas os utiliza como referência, para então dar asas a seus devaneios, mas de forma tão genial que cada devaneio do artista toca o devaneio de seus leitores, tornando sua obra universal.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nostalgia, o inestimável valor do momento, a família e o amor são alguns dos temas abordados com simplicidade e lirismo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passear por &lt;i&gt;Éden&lt;/i&gt; é uma oportunidade de ver-se de outra forma, como uma criatura mágica, habitante de um mundo bucólico e paradisíaco. &lt;i&gt;Éden&lt;/i&gt;&amp;nbsp;não é perfeito, mas é um paraíso por dar forma a sonhos e ideais, além de permitir que os fatos comuns do dia-a-dia sejam vistos através de uma perspectiva mágica, transformadora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive a oportunidade de conhecer Kioskerman no &lt;a href="http://www.fiqbh.com.br/"&gt;7º Festival Internacional de Quadrinhos&lt;/a&gt;. Apesar da barreira dos idiomas, pudemos bater um papo muito legal. E ainda por cima ganhei uma tirinha feita sob medida!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, acredito que nada melhor para falar de &lt;i&gt;Éden &lt;/i&gt;que o &lt;i&gt;booktrailer &lt;/i&gt;feito pelo próprio autor, abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/qDYFKXmJzQI/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qDYFKXmJzQI&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/qDYFKXmJzQI&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como afirmado no site da editora Zarabatana, que publicou &lt;i&gt;Éden&lt;/i&gt;&amp;nbsp;no Brasil, tenho certeza que cada leitor que tiver contato com este livro terá, ao fim de sua leitura, a certeza de ter sido um afortunado viajante no paraíso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficha técnica:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Título: &lt;i&gt;Éden&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Autor: Pablo Holmberg (Kioskerman)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;Editora: Zarabatana&lt;br /&gt;ISBN: 9788560090280&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;Páginas: 120&lt;br /&gt;Tradutor: Claudio Roberto Martini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Link para o livro no Skoob:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.skoob.com.br/livro/144905" style="text-align: -webkit-auto;"&gt;http://www.skoob.com.br/livro/144905&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-175994346711392953?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/175994346711392953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=175994346711392953' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/175994346711392953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/175994346711392953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/eden-um-mundo-de-sentidos.html' title='Éden - um mundo de sentidos'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7819029528333400859</id><published>2011-11-16T00:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-19T11:27:58.121-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte XIII</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Um misterioso bilhete leva Kain a uma busca noturna e a um confronto maligno. Usando sua experiência, ele escapa, embora sabendo que por pouco não foi derrotado. Agora, o objetivo de sua jornada está para ser revelado...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain se esgueirou por um bom tempo pelas ruelas escuras da Cidade Suspensa. Não sabia se havia alcançado sucesso em despistar seu perseguidor, mas nem ao menos queria olhar para trás e conferir. Seu tempo era curto e ele procurava aproveitá-lo da melhor forma possível.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo ele alcançou o local de encontro. Um vulto o aguardava, mas não era o mesmo sinistro inimigo. A silhueta delicada revelava um corpo de mulher. Ao perceber a chegada do viajante, o vulto saiu das sombras, revelando sua identidade. Scarlate, a Cortesã, trazia uma capa escura sobre os ombros, escondendo o corpete fino. Kain fitou-a com seus olhos frios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Scarlate ensaiou alguns passos indecisos na direção do forasteiro, que mantinha-se impassível. Ainda vacilante, a Cortesã começou a falar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Antes, não tinha certeza que você era meu Kim, mas agora não me restam dúvidas. No começo, não te reconheci, seu rosto não é mais o mesmo. Só que alguma coisa me dizia que eu já te conhecia e essa certeza foi crescendo e hoje é absoluta. Mesmo que não se lembre, você é o meu Kim."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Moça, você está me confundindo com outro alguém" disse Kain, com frieza. "Nossos nomes podem ser até parecidos, mas eu te afirmo que não sou quem você procura."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Scarlate abaixou a cabeça por um momento, para esconder os olhos tristes. Logo em seguida, porém, ela ergueu-os, desafiadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O que você veio fazer aqui, então? Não foi pra resgatar seu coração que você veio à Cidade Suspensa? Para reaver o coração que você vendeu para o Demônio de Gelo? E eu sei que você viria. Esperei todos esses séculos, aluguei tentas vezes meu coração... Não, nunca o vendi. Resgatei-o várias vezes, tantas quantas foi preciso, só pra ter o momento de te encontrar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confuso, Kain pôs as mãos sobre o rosto. Como aquela mulher sabia tanto sobre ele? Mas alguns dados não batiam. Ele vendera seu coração para um demônio, era verdade, mas um demônio de gelo? Estava lembrado de ter negociado com um demônio de fogo. Era certo que parte da sua alma, ou toda ela, era artificial. Ele era igual ao seu perseguidor, um Vazio, um agente a serviço daqueles que comandavam planos superiores e inferiores. Mas então um nome que antes parecia desconhecido brotou de seus lábios:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sofia!?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cortesã esboçou um sorriso triste diante do perplexo viajante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Há muito tempo eu não uso esse nome, mas não nos resta luxo para mais nostalgias. Temos que chegar ao Rei antes que este pesadelo em forma de cidade te expulse daqui."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7819029528333400859?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7819029528333400859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7819029528333400859' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7819029528333400859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7819029528333400859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/cidade-suspensa-parte-xiii.html' title='A Cidade Suspensa – Parte XIII'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7829857139536977038</id><published>2011-11-13T23:21:00.001-02:00</published><updated>2011-11-13T23:27:52.648-02:00</updated><title type='text'>O Retorno da Batalha</title><content type='html'>Amigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só estou passando por aqui para dizer que não me esqueci de vocês... Estou vivo, sim. Muito cansado, porém. Infelizmente, terei que atrasar um pouco a publicação de &lt;i&gt;A Cidade Suspens&lt;/i&gt;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Festival acabou, mas agora temos que desmontar tudo. Ainda tenho dois dias de muita correria. Peço muitas desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto com a paciência de vocês! Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7829857139536977038?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7829857139536977038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7829857139536977038' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7829857139536977038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7829857139536977038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/o-retorno-da-batalha.html' title='O Retorno da Batalha'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-2500549432425562198</id><published>2011-11-09T00:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-09T00:30:01.579-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>FIQ! Mode On</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kmRTZlty4kI/TrnZlUaMBbI/AAAAAAAAAHM/JDbbJC2uWLI/s1600/cartaz-fiq-2011.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-kmRTZlty4kI/TrnZlUaMBbI/AAAAAAAAAHM/JDbbJC2uWLI/s400/cartaz-fiq-2011.jpg" width="281" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Amigos, muitos devem estranhar que eu esteja atualizando o blog quase "de modo automático". Peço desculpas. Quase não tenho respondido comentários ou acessado os blogs de meus amigos. O motivo está no link abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fiqbh.com.br/"&gt;http://www.fiqbh.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo. Durante estes dias, até o dia 14 de novembro, todos os meus esforços estarão voltados ao 7º Festival Internacional de Quadrinhos. Vou tentar não atrasar &lt;i&gt;A Cidade Suspensa&lt;/i&gt;. Acredito, porém, que não haverá resenha de livro na sexta-feira. Afinal, trabalhar em um evento de 8h às 22h durante 5 dias é uma verdadeira maratona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços e para todos que estiverem em Belo Horizonte, espero vê-los no FIQ!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-2500549432425562198?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/2500549432425562198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=2500549432425562198' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2500549432425562198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2500549432425562198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/fiq-mode-on.html' title='FIQ! Mode On'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kmRTZlty4kI/TrnZlUaMBbI/AAAAAAAAAHM/JDbbJC2uWLI/s72-c/cartaz-fiq-2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-754204003918319656</id><published>2011-11-07T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-07T01:00:03.172-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte XII</title><content type='html'>&lt;i&gt;Embora considerasse impossível, Kain começa seu trabalho na Biblioteca. Impelido por um misterioso bilhete, o viajante parte rumo à escuridão da noite.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain movia-se silenciosamente por um beco escuro, já bem longe da Biblioteca. Pôs a mão direita sobre o peito, lembrando-se da súbita sensação que teve ao ler aquele estranho pedaço de papel. Que sensação fora aquela? Palpitação? Coração agitado? O viajante deu um sorriso de deboche, meio que escarnecendo de si mesmo. “Como se alguém na minha situação tivesse coração.” murmurou. As letras do bilhete marcavam como fogo sua memória, pregando peças em sua mente ao provocar aquela desagradável sensação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade era que Kain estava encurralado. No bilhete dizia que o Bibliotecário estava sendo pressionado a rejeitar o trabalho do viajante e que a Cidade iria pousar ao raiar da manhã. Kain não tinha muito tempo a perder. O autor do bilhete afirmava conhecer um atalho para o Palácio Real, para dentro da própria câmara do Rei da Cidade. Era a única chance de Kain para conseguir o que procurava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O viajante seguiu pela estreita viela, perdido em seus pensamentos e desconfianças. E se fosse uma armadilha? E se aqueles que o queriam impedir estivessem prontos para pegá-lo? De qualquer maneira, Kain deveria arriscar e ele sabia que, desde o momento em que pusera os pés na Cidade, sua vida passara a não valer absolutamente nada. Ele já estava arriscando tudo a partir daquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A atenção de Kain foi atraída para uma figura que estava alguns passos à frente, próxima à saída do beco. Parecia ser aquele mesmo desconhecido que estivera no ponto de embarque do bonde. A excelente memória de Kain nunca esquecia um fato, por mais corriqueiro. O viajante diminuiu o passo, cauteloso. Era uma coincidência grande demais aquela mesma silhueta estar naquele lugar, aguardando. Kain estava bem próximo à saída do beco e ao seu destino, onde era esperado pelo autor do bilhete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desconhecido então gemeu. O som penetrou Kain como uma lança de gelo. Parecia o suspiro resignado de alguém que nunca conheceu paz ou alegria. Mas o viajante entendeu imediatamente o que era aquilo. Era um feitiço. Erguendo suas defesas, Kain resistiu ao melancólico e doloroso ataque da criatura que o havia emboscado. Era difícil, pois seu inimigo parecia ser conhecedor de profundas maldições, usando-as de maneiras que ele nunca imaginara. Suas mentes não se chocaram em nenhum momento, mas Kain sentia-se dilacerado pelos gemidos do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A batalha pode ter durado segundos ou séculos, ninguém irá saber, a não ser aqueles dois, que descobriram conhecer muito mais um do outro. O agressor era um Vazio, alguém que fazia o mesmo serviço que Kain fizera durante longos anos. Aquele, porém, era tão ou mais experiente que o viajante, que estava tendo dificuldades em manter o equilíbrio da luta. Lentamente, suas forças eram drenadas, as maldições iam penetrando pouco a pouco suas defesas, petrificando suas juntas, apertando sua garganta, como algo invisível que quisesse sufocá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com resignação, Kain deixou o seu sobretudo cair ao chão. Seu corpo então mudou rapidamente de forma, assumindo a estranha consistência de piche, como um ser pseudópode. O oponente fez o mesmo e, por segundos, duas massas disformes lutaram entre si, medindo forças em movimentos espalhafatosos, um tentando esmagar o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, Kain tomava distância, ofegante. Esperava que seu caçador ficasse distraído com aquela ilusão por tempo suficiente para o viajante escapar. Não podia ficar perdendo tempo enfrentando Vazios. Tinha que chegar ao Palácio Real o mais rápido possível. Enfraquecido pela última batalha, Kain cambaleou até o local onde o autor da carta aguardava, escondido nas sombras de um muro, com o rosto coberto por uma capa. Kain apoiou-se no mesmo muro e olhou, inquiridor, para aquela pessoa, sem reconhecê-la. O desconhecido então lentamente retirou o capuz que lhe cobria a cabeça, revelando sua identidade. O viajante deixou escapar apenas uma palavra:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Você!...”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-754204003918319656?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/754204003918319656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=754204003918319656' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/754204003918319656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/754204003918319656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/cidade-suspensa-parte-xii.html' title='A Cidade Suspensa – Parte XII'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-3784796087062654248</id><published>2011-11-04T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-04T01:00:01.637-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Sombras de Reis Barbudos - um labirinto de palavras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aryV7Y-Lqjo/TrM8-LK1_NI/AAAAAAAAAHE/_oRC5Lwka2A/s1600/SOMBRAS_DE_REIS_BARBUDOS_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-aryV7Y-Lqjo/TrM8-LK1_NI/AAAAAAAAAHE/_oRC5Lwka2A/s320/SOMBRAS_DE_REIS_BARBUDOS_2.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste mundo de mídias de massa, muitas obras acabam assumindo uma roupagem mais "homogênea", visando alcançar o cidadão comum. E dessa forma, os conflitos abordados acabam sendo também os mais banais, de forma a "poupar" o leitor, já tão estressado pela insegurança das notícias econômicas, das catástrofes, da política. Ficamos então, em muitos casos, com um material meio morno, que serve mais para entretenimento. Principalmente quando o livro é dirigido a todas as idades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas de vez em quando somos surpreendidos com trabalhos que, embora despretenciosos, carregam uma mensagem contundente em uma linguagem simples e extremamente acessível. Este é o caso de &lt;i&gt;Sombras de Reis Barbudos&lt;/i&gt;, de José J. Veiga. Narrado por uma criança, mas recomendável a pessoas de qualquer idade, o livro conta sobre Lucas, um garoto morador de uma pequena cidade interiorana. Já no início da narrativa, a vida do garoto muda com a chagada do tio Baltazar, o abastado parente que há tempos não aparecia. O fato marcante decorrente da chegada de tio Baltazar é a criação da Companhia, uma fábrica que promete mudar a vida de todos os moradores da pequena cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A princípio, todos estão felizes e satisfeitos com a onda de prosperidade. Mas tio Baltazar é obrigado a afastar-se da Companhia e então o terror começa. Os ameaçadores fiscais são recrutados e enviados para impedir que qualquer pessoa descumpra as regras da Companhia. À medida que o tempo passa, mais regras são criadas, muitas delas tão absurdas como os muros que são gradativamente erguidos, transformando a cidade em um labirinto claustrofóbico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A narrativa se desenvolve repleta de lacunas e sugestões, nos moldes de um pesadelo, de forma a deixar sempre um mistério no ar: O que a Companhia realmente faz? O que ela quer de verdade? Mas Lucas, enquanto conta sua história, mostra que já sabe a resposta, e também deixa a entender que ela não pode ser pronunciada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora opressivo e labiríntico, &lt;i&gt;Sombras de Reis Barbudos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é uma obra excepcional, com uma escrita leve e muito gostosa, que pode ser lida por qualquer pessoa. É um trabalho genial de alguém que, em plena ditadura, deixou um forte apelo contra os desmandos do Poder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Confira abaixo um trecho que dita o tom do texto:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Eu estive enganado o tempo todo. Tio Baltazar passava muito bem. A reunião era uma festa para comemorar a torre que ele acabava de construir, obra nunca vista e muito importante encomendada por uma comissão de reis barbudos. Como prêmio tio Baltazar ia ser nomeado rei também, aquela gente toda estava ali para ajudá-lo a experimentar a roupa, a coroa e a barba postiça que ele ia usar enquanto não crescesse a verdadeira.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Tia Dulce passou por mim vestida de rainha e pintando as unhas com esmalte, o cabelo comprido voando para trás e largando um perfume de rainha. Corri atrás dela para falar dos presentes que eu tinha levado, ela desapareceu entre as colunas do corredor comprido e largo, cansei de procurá-la, por onde eu olhava só via chão de mármore e colunas a perder de vista, e lá muito longe a claridade bonita do luar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Tio Baltazar estava me esperando na torre, queria a minha opinião antes da festa, mas com aquele saco de presentes inúteis nunca que eu chegava a tempo, e ele na certa ia ficar com raiva de mim, cortar relações, me demitir de sobrinho, agora como rei ele tinha poderes. Também que idéia de mamãe me obrigar a carregar aquele saco tão cheio de coisas da horta, batata, quiabo, jiló, mangarito, jacutupé, eu já estava quase achatado debaixo do saco. E que idéia a minha também de sair à rua em dia de festa vestido só com uma camisa curta, e num frio daquele.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Quando tudo parecia perdido alguém me carregou nos braços, me deitou num jirau macio e estendeu um cobertor por cima de mim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficha técnica:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;Título: Sombras de Reis Barbudos&lt;br /&gt;Autor: José J. Veiga&lt;br /&gt;Edição: 27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Bertrand Brasil&lt;br /&gt;ISBN: 9788528603200&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;Páginas: 142&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confira a página do livro no skoob:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.skoob.com.br/livro/798" style="text-align: -webkit-auto;"&gt;http://www.skoob.com.br/livro/798&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-3784796087062654248?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/3784796087062654248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=3784796087062654248' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3784796087062654248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3784796087062654248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/sombras-de-reis-barbudos-um-labirinto.html' title='Sombras de Reis Barbudos - um labirinto de palavras'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aryV7Y-Lqjo/TrM8-LK1_NI/AAAAAAAAAHE/_oRC5Lwka2A/s72-c/SOMBRAS_DE_REIS_BARBUDOS_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-5519706363665178496</id><published>2011-11-02T00:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-02T00:30:00.270-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>Reticências</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nem o futuro nem o presente existem. Nem se pode dizer que os tempos são três: passado, presente e futuro. Talvez fosse melhor dizer que os tempos são: o presente do passado; o presente do presente; o presente do futuro.&amp;nbsp;E estes estão na alma; não os vejo alhures. O presente do passado é a memória, o presente do presente é a percepção, o presente do futuro é a expectativa.&lt;/i&gt; Santo Agostinho&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia todos nós vamos nos encontrar. E isso se dará em uma dessas esquinas esquecidas e cinzentas, onde funciona um café que parece que parou no tempo há cinqüenta ou sessenta anos atrás. Iremos entrar, alguns juntos, rindo, tirando os casacos por causa do calor aconchegante de dentro em contraste com o frio intenso do inve(te)rno lá fora. Outros chegarão depois, quando já estiver nevando, mas sobretudo antes de escurecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será inevitável, contudo, que falte alguém. Um que nunca irá aparecer, ainda que o aguardemos. E deixaremos seu lugar vago, na vaga esperança de que a porta se abra, trazendo uma lufada de vento frio e a imagem de uma espera enregelada. Estaremos todos a conversar, como que ignorando a falta tão presente desse amigo. Nossos sorrisos escondendo os olhos tristes, consolando-se por ainda termos uns aos outros. Até mesmo o fantasma, o ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não faltará literatura. E tabaco. Sim, o capuccino correrá solto junto com a cerveja escura e o vinho quente. Logo todos nós estaremos a cantar as proezas dos poetas já mortos; aventureiros sem ter mais o que desbravar. Nossas gargantas ficarão apertadas, a comoção fará com que as lágrimas se misturem ao conhaque. Mas ainda estaremos vivos. E sóbrios. Não essa sobriedade disfarçada, social, moralizada. Olharemos a vida com a verdadeira consciência, ébrios no físico, mas sãos em natureza. Mesmo aqueles que não beberem serão tomados por essa embriaguez, uma embriaguez literária, onde as palavras enlouquecem junto com o fogo e a noite. Muitos de nós, sem nos conhecermos de fato, iremos nos amar como irmãos; ou como amantes; o que pedir a ocasião. Não haverá misérias que não sejam choradas e memórias que não sejam lembradas. Mesmo as inexistentes serão evocadas e criadas por aqueles que nunca as tiveram. Seremos um só, uma só noite, a perpetuar nossas escuridões nas palavras e nos silêncios de nós mesmos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Texto&amp;nbsp;dedicado a todos os ausentes, num dia que tanto sentido faz para minha própria existência.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-5519706363665178496?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/5519706363665178496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=5519706363665178496' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/5519706363665178496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/5519706363665178496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/reticencias.html' title='Reticências'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-4158903452459774357</id><published>2011-11-01T06:07:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T06:09:16.045-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>A Cidade Suspensa - Notícias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta vez, resolvi sair um pouco do usual e escrever algo diferente no blog. Como já disse anteriormente, em As muitas razões de ser, eu expliquei um pouco do objetivo destes meus escritos. Ah, não podemos nos esquecer também da descrição no cabeçalho acima, que expressa a alma deste blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, aproveitando esse clima dialógico que temos estabelecido aqui, com tantos comentários e respostas, bem como a aceitação de &lt;i&gt;A Cidade Suspensa&lt;/i&gt;, pensei então em registrar aqui um pouco do processo criativo e aproveitar para contar algumas novidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira é que &lt;i&gt;A Cidade Suspensa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;está terminando. Sim, faltam 4 postagens para o fim. E isso significa que o episódio anterior marcou a chegada à reta final.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa é que há algum tempo tenho pensado sobre a possibilidade de uma ilustração para &lt;i&gt;A Cidade Suspensa&lt;/i&gt;. Assim, pedi ao meu amigo Daniel Werneck que me ajudasse em um desenho que expressasse de certa forma o conceito que esta narrativa encerra. Particularmente, gostei muito do resultado:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YxvtqG2XLHw/Tq7M8YCSUDI/AAAAAAAAAGc/j892CwBkZs4/s1600/Cidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://2.bp.blogspot.com/-YxvtqG2XLHw/Tq7M8YCSUDI/AAAAAAAAAGc/j892CwBkZs4/s320/Cidade.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um primeiro teaser. Mas por enquanto, sempre que sair um novo episódio, esta imagem será utilizada como ilustração.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitando um comentário presente no episódio atual, como é possível perceber, inseri nessa narrativa uma série de referências, ou homenagens, às histórias que mais me envolveram. Como homenageada principal está a Literatura em sua essência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A última coisa que gostaria de falar é sobre o resultado da enquete. Um resultado interessante que expressa a visão dos leitores em relação a um dos personagens mais enigmáticos da trama. E sinto tristeza em não aproveitar melhor o Ambulante Chinês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, minha intenção era registrar algumas ideias sobre A Cidade Suspensa. Espero que vocês me acompanhem mais um pouco nesta travessia, testemunhando a jornada do proscrito Kain rumo ao seu objetivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-4158903452459774357?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/4158903452459774357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=4158903452459774357' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4158903452459774357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4158903452459774357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/11/cidade-suspensa-noticias.html' title='A Cidade Suspensa - Notícias'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-YxvtqG2XLHw/Tq7M8YCSUDI/AAAAAAAAAGc/j892CwBkZs4/s72-c/Cidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-8258763185223527708</id><published>2011-10-30T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-30T17:30:38.197-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte XI</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Embora acreditasse impossível, Kain consegue um trabalho na Biblioteca da Cidade Suspensa. Ele sabe, porém, que o cargo é provisório e que ainda há muito a conquistar...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo era confuso na Cidade Suspensa, mas pelas observações de Kain, fazia dois ou três dias desde que ele fora abrigado na biblioteca. Apesar disso, sua situação ainda era incerta. Sua admissão como intendente não era formal, de modo que logo que a Cidade Suspensa pousasse novamente, ele seria expulso da cidade. Bem, talvez expulso não fosse a palavra mais adequada e sim &lt;i&gt;expelido&lt;/i&gt;. O viajante procurava não pensar nisso, lançando-se com afinco ao novo trabalho, procurando aprender e aplicar os conhecimentos que já possuía.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Biblioteca era fascinante. Uma torre cilíndrica, gigantesca e cada andar era incrivelmente extenso. As escadas que levavam aos andares superiores eram retas e não acompanhavam o formato circular do edifício. Cada andar era composto de um salão de livros, uma sala de leitura e dormitórios, que poderiam ser coletivos ou individuais, como o de Kain.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os volumes eram ainda mais fascinantes que o prédio. Um visitante inadvertido, ao abrir um livro, não encontraria palavra que fizesse sentido. Logo no primeiro dia, o Bibliotecário havia explicado que o acervo era protegido com uma magia poderosa. O conhecimento neles encerrado era destinado aos iniciados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O salão de livros era composto por estantes de madeira escura, baús e prateleiras, onde as escrituras eram armazenadas. Os iniciados que residiam na Biblioteca, aprendizes do Bibliotecário, vagavam entre as estantes, buscando os escritos que mais lhes interessavam, para poderem desfrutá-los na sala de leitura. Alguns não aguentavam a ansiedade e já se entregavam ao vício da leitura logo que punham as mãos no livro. Por vezes, estudiosos se esbarravam por não olharem o caminho à frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando um estudioso procura um livro e não sabe como encontrá-lo, a solução sempre estará no grande catálogo em posse do intendente. Kain era consultado o tempo todo. Havia muito trabalho a fazer. Auxiliar o bibliotecário a catalogar os livros novos, conferir cada códex, cuidar para que os pergaminhos não fossem arruinados pelo clima. Quase não havia tempo para bisbilhotar o que estava escrito em cada livro que eles manuseavam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain também raramente encontrava Marília. A jovem permanecia quase o tempo todo no alto da torre, no andar privado do Bibliotecário. Muitas histórias rondavam a figura da moça. Diziam que ela e o pai viveram nos campos, criando gado, quando ela era uma adolescente. Naquela época, o Bibliotecário havia decidido aposentar-se para cuidar melhor da filha. O ambiente era repleto de campos verdejantes e ar puro, bem diferente dos sufocantes edifícios, cobertos de fuligem, da Cidade Suspensa. Mas não era somente o ambiente campestre que fazia a garota feliz. Naqueles dias, Marília tinha um amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um jovem pastor que compartilhava os mesmos sonhos e aspirações que a garota. Viviam pelos campos, juntos, como irmãos. Diziam que ele era excelente músico e encantava a garota com suas melodias. Mas um dia, quando Marília estava em casa e seu amado pastoreando nos campos, um trágico acontecimento fez com que o rapaz fosse perdido para sempre. Desse desastre, Marília nunca se recuperou. Buscando afastar sua filha das lembranças amargas, o Bibliotecário revogou a aposentadoria e retomou imediatamente o trabalho na Biblioteca. Marília nunca se recuperou do choque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain pensava no trágico destino da moça, enquanto dirigia-se para seu quarto. Estava muito cansado, e a história de Marília não saía de sua cabeça. Mas o que Kain queria mesmo era uma boa soneca. Ainda estava pelo meio da tarde, mas ele e o Bibliotecário haviam passado a noite e a manhã trabalhando em indexar novos itens para o acervo. Os ombros de Kain doíam e seus olhos estavam pesados. Ele teria desabado na cama se não tivesse percebido um pequeno e estranho pedaço de papel depositado sobre o colchão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem demora, Kain pegou o papel e desdobrou-o, lendo com avidez o conteúdo. O viajante oscilou à beira da cama. Seus sentimentos se misturaram, revolvendo seu peito. Depois de tudo, aquele era o momento. Deveria partir sem demora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-8258763185223527708?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/8258763185223527708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=8258763185223527708' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8258763185223527708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8258763185223527708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/cidade-suspensa-parte-xi.html' title='A Cidade Suspensa – Parte XI'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-8915092352783140070</id><published>2011-10-28T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-28T01:00:03.892-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Fahrenheit 451 - Porque guardar é preciso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fY1aN65t1AA/TqSlz1vbsvI/AAAAAAAAAF4/bBddNkWg-0M/s1600/Fahrenheit.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-fY1aN65t1AA/TqSlz1vbsvI/AAAAAAAAAF4/bBddNkWg-0M/s320/Fahrenheit.jpg" width="202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando comecei a ler &lt;i&gt;Fahrenheit 451&lt;/i&gt;, senti uma profunda estranheza. As imagens presentes no texto, embora um tento poéticas, eram confusas em diversos trechos. Eu não me sentia parte daquele texto. Era como se eu fosse uma espécie de clandestino naquelas linhas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos motivos para que eu me sentisse dessa forma talvez tenha sido a maneira com que o protagonista, Guy Montag, é apresentado logo no início do romance. Ele é um bombeiro que vive em um mundo em que os bombeiros não têm mais a obrigação de apagar incêndios. Agora, as casas dificilmente pegam fogo e, por isso, outra função é dada aos profissionais que antes combatiam as chamas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ray Redbury, autor de &lt;i&gt;Fahrenheit 451&lt;/i&gt;, dá forma a uma obra densa e opressiva, cujo enredo está situado em um suposto futuro. No romance, com o desenvolvimento dos meios de comunicação, a sociedade desenvolve um forte imediatismo, de forma que as fontes de conhecimento mais tradicionais, como os livros, passam a ser descartados e, por fim, temidos. Afinal, o governo começa a considerar o acesso aos livros uma perigosa forma de autonomia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com isso, os bombeiros são arregimentados para dar fim ao legado de Gutemberg. Atendendo a denúncias anônimas, eles seguem o mesmo tradicional protocolo de vestirem macacões, descer pelo corrimão ao andar de baixo, subir no caminhão e partir rumo ao chamado. Só que as mangueiras que eles carregam não cospem água e sim querosene.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guy Montag, protagonista da história, é um bombeiro com dez anos de serviço. Fiel ao seu serviço, sente orgulho por fazer parte da corporação. Logo que ele entra em ação, é com prazer que observa os livros sendo transformados em cinzas. Tudo muda quando ele tem um fortuito contato com uma vizinha, uma menina de 17 anos que provoca nele um incômodo tão grande que Montag passa a ver tudo ao seu redor de uma forma diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo descrito por Ray Redbury carece de detalhes, de forma que, ainda que narrado em um universo futurístico, os conflitos são profundamente psicológicos. Este fato se torna cada vez mais forte nas duas últimas partes do romance, quando os diálogos se tornam cada vez mais profundos e significativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante destacar que a mudança em Montag é gradual e, como é de se esperar, acaba por trazer sérias consequências tanto para sua saúde física quanto para sua própria sanidade mental. Da mesma maneira que no mito da Caverna de Platão, quando ele tem seus olhos abertos, passa a considerar inconcebível que as pessoas ao seu redor continuem alheias, acreditando nas transmissões de seus televisores e nas propagandas insaciáveis. Montag passa a ter outros anseios, mais urgentes e também mais profundos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desafiador, profundo e poético, &lt;i&gt;Fahrenheit 451&lt;/i&gt; é uma obra inesquecível. Um chamado a todos aqueles que querem viver além da superfície.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segue abaixo um pequeno trecho do livro e que particularmente me inspirou, pois traduz um pouco do espírito deste blog:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Um deles tinha de parar de queimar. Por certo o Sol não pararia. Dessa forma, era como se tivesse de ser Montag e as pessoas com quem ele havia trabalhado até algumas horas antes. Em algum lugar, o ato de salvar e guardar teria de começar novamente, e alguém tinha de se encarregar de salvar e guardar, de um modo ou de outro, nos livros, nos discos, na cabeça das pessoas, do jeito que fosse, desde que fosse seguro, livre de mariposas, traças, ferrugem e mofo, e de homens com fósforos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficha técnica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: Fahrenheit 451&lt;br /&gt;Autor: Ray Redbury&lt;br /&gt;Editora: Globo de Bolso&lt;br /&gt;ISBN: 9788525046444&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;Páginas: 256&lt;br /&gt;Tradutor: Cid Knipel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página do livro no Skoob:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.skoob.com.br/livro/136"&gt;http://www.skoob.com.br/livro/136&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-8915092352783140070?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/8915092352783140070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=8915092352783140070' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8915092352783140070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8915092352783140070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/fahrenheit-451-porque-guardar-e-preciso.html' title='Fahrenheit 451 - Porque guardar é preciso'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fY1aN65t1AA/TqSlz1vbsvI/AAAAAAAAAF4/bBddNkWg-0M/s72-c/Fahrenheit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-6349919637998226250</id><published>2011-10-26T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-26T01:00:01.745-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Sobre amores desiguais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há alguns dias terminei a leitura do romance &lt;i&gt;Madame Bovary&lt;/i&gt;, de Gustave Flaubert. Em breve deixarei aqui uma resenha sobre esse livro. Gostaria, contudo, de comentar um trecho que me fez refletir por um bom tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro fala de Ema Bovary e sua busca incessante por um significado além do cotidiano, uma perseguição do ideal de paixão e felicidade. Nessa busca, Ema se envolve com amantes, estabelecendo um clima de tensão que vai ficando cada vez mais forte ao longo da narrativa. O trecho que me fez refletir fala sobre a relação entre Ema e seu amante Léon:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não discutia as ideias dela e aceitava-lhe todos os gostos; ele era mais amante dela do que ela o era sua."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei ao final dessa frase com a indagação sobre tantos casais que vivem uma situação semelhante, ou pelo menos têm impressão dessa desigualdade de sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que não há justa medida para o amor. Não há sentimento que possa ser medido, ou mesmo definido. Amamos, simples assim. Tentamos mensurar esse sentimento pelas angústias que nascem de nossas expectativas. É impossível aceitar que o amor do outro é insondável, imensurável. E isso nos incomoda na proporção inversa de nossa segurança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa sociedade regida pela imagem, desde os ícones &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;&amp;nbsp;até os gráficos estatísticos, o ato de comparar é quase natural. As consequências ficam a cargo das pessoas comuns, incapazes de manter o ritmo dessa força inexorável e retroalimentada que atua como modelo social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A insegurança é um problema, pois provoca comparações que geram ainda mais insegurança. É importante, porém, assumir que quanto mais envolvidos estivermos em um relacionamento, maior peso daremos a nossas comparações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esse mesmo excesso de envolvimento pode também provocar um enganoso excesso de confiança. Carlos Bovary, marido de Ema, era tão devoto à esposa que sequer imaginava ser possível qualquer traição. Não fosse a convenção social ela já o teria abandonado. Carlos vai ao cúmulo da ignorância, ao encontrar um antigo bilhete de um outro amante. Ao ler as palavras comprometedoras, ele declara: "Amavam-se platonicamente."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja inevitável –&amp;nbsp;até necessário – comparar. Ou de repente o melhor é jogar tudo para o alto, esquecer ou ignorar qualquer diferença (ou semelhança), deixar-se levar. Quem sabe um pouco dos dois. Não deixando, porém, que a segurança descambe para a insensibilidade. Ou que comparações, sempre subjetivas, estraguem algo que transcende qualquer comparação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-6349919637998226250?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/6349919637998226250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=6349919637998226250' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6349919637998226250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6349919637998226250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/sobre-amores-desiguais.html' title='Sobre amores desiguais'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-3870954865887680694</id><published>2011-10-24T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-24T16:01:46.514-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte X</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Após perceber o erro de uma atitude temerária, Kain deposita toda as suas esperanças em um possível apoio do Bibliotecário...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bibliotecário causou forte impressão logo que Kain o viu. Era um homem alto e magro, de nariz adunco e o cabelo cinzento que denunciava o loiro dos anos verdes. Para o homem mais poderoso do lugar, tinha um olhar bem franco, quase bondoso. Mas o que surpreendia Kain era o ar de familiaridade que aquele senhor lhe lançava. O Bibliotecário assentiu levemente e saudou o viajante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Bem-vindo, senhor forasteiro. Ainda que o senhor ignore, alguns dos Príncipes desta cidade estão devidamente informados de sua chegada. Está de posse da insígnia?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de Kain ter ficado levemente surpreso, aquilo era de se esperar dos chamados “grandes” da Cidade. Lembrando-se da recomendação de Marília, o viajante logo pôs-se de joelhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Distinto senhor,” começou a dizer, enquanto estendia o medalhão, “apresento-me em busca de um trabalho. Não desejo me vangloriar, mas disponho de talentos que seriam no mínimo interessantes ao senhor e à Biblioteca.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua pose distinta, porém simpática, o Bibliotecário caminhou pausadamente até tocar o medalhão. O objeto começou a brilhar, como se aquecido e, num instante, desfez-se em fagulhas luminosas. O austero senhor fez um muxoxo e soltou um discreto murmúrio de satisfação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Creio que no caminho até este recinto o senhor tenha visto o número de trabalhadores à minha disposição. Não preciso de mais um, por mais talentoso que seja."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era curioso, mas Kain já imaginava resposta como aquela. Fez menção de ficar de pé, mas o Bibliotecário tocou seu ombro, indicando que o viajante deveria continuar naquela posição incômoda. Pelo visto, o líder da Biblioteca ainda não havia acabado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“No entanto, o cargo de intendente está vago e não acredito que um daqueles idiotas lá de baixo estejam aptos a assumi-lo. A insígnia que o senhor viajante trouxe revela uma procedência de qualidade incontestável. Acredito, portanto, ser interessante recebê-lo como aprendiz, até que seu prazo na cidade acabe. Se eu aprovar o trabalho, o cargo será seu."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não deixava de ser uma surpresa, mas Kain manteve-se impassível. O Bibliotecário deu rápidas instruções para que o guia levasse o viajante para os aposentos que ele ocuparia temporariamente. O grave funcionário da Biblioteca foi silenciosamente seguido até uma pequena saída de serviço, escondida em uma extremidade do recinto, onde se via a entrada para uma escada em espiral. Kain ainda olhou para trás uma vez, para observar o ar melancólico da filha do Bibliotecário. Marília era como um dos títulos guardados naquele edifício. Um daqueles tomos com capa bordada e repleto de iluminuras. Inalcançável. Balançando a cabeça para afastar esses pensamentos, Kain tratou se seguir seu guia até o recinto a ele destinado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma cela minúscula, contendo uma cama rústica com o colchão e cobertor grosseiros, uma pequena mesa de canto e um castiçal para uma só vela. Não havia janelas. Era tudo bem simples, mas bastava para Kain. O viajante foi deixado sozinho após um grave cumprimento do guia. Sobre a pequena mesa, havia uma tigela de caldo, um copo de leite e pão fresco. Era estranho, parecia que ele já era aguardado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre desconfiado, chegou a ponderar se haveria veneno nos alimentos. Testou-os com magia e não encontrou alteração. Deu de ombros. Afinal das contas, havia dois dias que não tinha uma refeição decente e desde a sua chegada à Cidade Suspensa não comera nada. Seu corpo doía pela noite mal dormida, cochilando sentado no bonde noturno. Cansado demais para mais desconfianças, Kain comeu com voracidade para, em seguida, desabar na cama e entregar-se a um sono sem sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-3870954865887680694?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/3870954865887680694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=3870954865887680694' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3870954865887680694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3870954865887680694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/cidade-suspensa-parte-x.html' title='A Cidade Suspensa – Parte X'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-4550788893581719011</id><published>2011-10-21T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-21T13:29:10.733-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Uma menina em busca de vingança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iv4rJXHS8jE/TpteqLrnFWI/AAAAAAAAAFw/vk3DAH11k5U/s1600/Bravura+Ind%25C3%25B4mita.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-iv4rJXHS8jE/TpteqLrnFWI/AAAAAAAAAFw/vk3DAH11k5U/s320/Bravura+Ind%25C3%25B4mita.jpg" width="205" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ninguém põe fé que uma menina de catorze anos possa sair de casa e viajar em pleno inverno para vingar a morte do pai, mas na época não pareceu tão estranho, embora eu deva reconhecer que isso não acontece todo dia. Eu tinha só catorze anos quando um covarde que atende pelo nome de Tom Chaney meteu uma bala em meu pai lá em Fort Smith, Arkansas, e roubou sua vida, seu cavalo e 150 dólares em dinheiro, mais duas moedas de ouro da Califórnia que ele levava em uma faixa na cintura."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvi iniciar a resenha de &lt;i&gt;Bravura Indômita&lt;/i&gt;&amp;nbsp;com as primeiras palavras do romance, deixando que a própria Mattie Ross fale por si, pois a corajosa menina de 14 anos dita o tom do enredo, sendo ela a Guardiã desta história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Charles Portis deu forma a este romance em 1968, ambientando sua história ocorrida por volta de 1870 no autêntico &lt;i&gt;faroeste&lt;/i&gt;. Mattie, em busca de vingança pela morte de seu pai, contrata o destemperado e implacável agente federal Rooster Cogburn e parte com ele em uma incansável caçada contra o assassino, Tom Chaney. LaBoeuf, um texas ranger, acompanha o agente federal e a menina, interessado em uma outra recompensa por Chaney.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O maior mérito de Portis ao escrever o romance foi deixar claro que Mattie é uma mulher inteligente, porém não uma literata. Já adulta quando conta essa história, Mattie lida bem com as palavras, mas sem se prender em criar belas imagens ou construir metáforas de efeito. Coisa muito comum na literatura norte-americana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que &lt;i&gt;Bravura Indômita&lt;/i&gt;&amp;nbsp;não tenha belas imagens. Elas apenas estão entrelaçadas pela narrativa precisa e pragmática de Mattie e se revelam muitas vezes clandestinamente, como paisagens capturadas pelos olhos da menina e revividas através da memória da mulher. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rooster Cogburn é um anti-herói, com seu charme próprio e postura incorrigível, no tradicional estilo "mocinho cafageste", embora sua história seja bem mais humana e menos glamourosa. Sua decadência é marcante, principalmente na descrição que Mattie faz de sua vida e no destaque que ela dá ao tapa-olho do velho agente federal. LaBeouf se contrasta com Rooster por suas roupas cuidadas e atitude engomada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como seria de se esperar em um ambiente hostil como os Estados Unidos costurado recentemente pela guerra civil, os personagens são todos homens com moral deturpada e a boca maior que os atos. Chega a ser cômico em certo momento Rooster, bêbado, disputar com LaBoeuf atirando em broas de fubá, tentando provar sua bela pontaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E justamente cenas como esta deixam o desfecho do romance ainda mais saboroso. Vale comentar que o livro teve duas adaptações para o cinema. A primeira, de 1969, foi estralada por John Wayne e dirigida por Henry Hathaway. Em 2010 foi lançada a segunda adaptação, estralada por Jeff Bridges e dirigida pelos irmãos Coen. Não sei da primeira, mas a segunda adaptação segue fielmente o roteiro do romance. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escolha do desfecho de Charles Portis pode ser estranho para alguns, mas considero perfeito para a proposta do romance. Principalmente porque, ao final da leitura, você pode ficar com um pouco de vontade de embarcar naquele trem rumo ao Arkansas, em busca de sua própria aventura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;i&gt;Bravura Indômita&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Autor: Charles Portis&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Edição: 1&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Editora: Alfaguara&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ISBN: 9788579620430&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ano: 2011&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Páginas: 187&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tradutor: Cassio de Arantes Leite&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Link para a página no skoob:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.skoob.com.br/livro/146195/"&gt;http://www.skoob.com.br/livro/146195/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-4550788893581719011?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/4550788893581719011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=4550788893581719011' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4550788893581719011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4550788893581719011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/uma-menina-em-busca-de-vinganca.html' title='Uma menina em busca de vingança'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iv4rJXHS8jE/TpteqLrnFWI/AAAAAAAAAFw/vk3DAH11k5U/s72-c/Bravura+Ind%25C3%25B4mita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-6970265418355002190</id><published>2011-10-19T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-19T13:26:15.903-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>As muitas razões de ser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto meus dedos deslizam nas teclas, a janela do apartamento à frente ressoa músicas ininteligíveis, num coro de vozes bêbadas entoando suas canções. Algo que lembra um pouco do sertanejo brega que fez tanto sucesso na década de 1990. É domingo, 19h43 da noite.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre posto um relato ou uma reflexão toda quarta-feira, pretendia levantar outras questões neste post ao invés de elogiar meus vizinhos tão educados. Por exemplo, queria falar sobre os comentários do blog. Agradecer, em primeiro lugar, a todos que comentam. E também dizer que leio todos os comentários. O fato de não respondê-los não diminui sua importância. Afinal, escrevo e publico especificamente porque espero que as pessoas leiam. Por isso minhas ideias, por piores ou melhores que sejam, não ficam guardadas na gaveta ou na página da agenda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora não &lt;i&gt;necessariamente&lt;/i&gt;, este blog é &lt;i&gt;seriamente&lt;/i&gt; novo. Digo, ele existe desde 2005, mas com uma proposta diferente. Nasceu na tentativa de contar uma história de fantasia onde um gnomo perdido em um mundo quase morto conta suas memórias e analisa sua vida. Tanto a ideia inicial quanto sua sustentação morreram. Tudo por falta de comentários.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decidi, em seguida, criar uma outra história, onde um cavaleiro maligno resgata uma espada igualmente maligna para aos poucos ter sua vida transformada enquanto encontrava inúmeros personagens. A história se manteve sem comentários até o sétimo capítulo. Fiquei desmotivado e praticamente abandonei o blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As músicas continuam. Acredito que os vizinhos querem me convencer a cantar também. Se não fosse isso, não estariam gritando tão alto. Talvez seja a deixa para desligar este computador, bater na porta e pedir um prato de salgadinhos e uma bebida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, sim, estava falando do meu blog abandonado. Quase um ano depois, voltei e encontrei um comentário no último post. Ávido acessei o link e fiquei maravilhado com as palavras de uma pessoa que nunca vi. Essa pessoa dizia que lamentava que a história tivesse parado sem uma conclusão. Esse comentário me deu força a continuar uma história que durou mais de 2 anos, sendo dividida em duas partes: a primeira com 29 capítulos e a segunda com 35.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um tempo, pensei que essa leitora nunca mais voltaria. O blog foi reformulado, passei a postar resenhas, de forma a qualificar minha leitura. Acreditei que não mais postaria textos literários no blog. Hoje publico &lt;i&gt;A Cidade Suspensa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e cada comentário é como um impulso incandescente a inflamar minhas veias e me fazer pular de alegria. Sério. Às vezes saio do trabalho pulando, louco pra voltar a digitar aqui, continuar a relatar as dificuldades de Kain.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora o pessoal lá de fora está uivando. Fico imaginando se eles estão ensaiando algum rito ancestral pra chamar a chuva. Tenho que avisá-los que não é preciso. Já choveu ontem e hoje. Provavelmente choverá amanhã...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou me estender demais. Aliás, acho até difícil. Para acompanhar os uivos, aumentaram o som. Creio que fizeram isso porque estavam gritando tanto que já não conseguiam escutar a música. Enfim, isso acontece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para encerrar, gostaria novamente de agradecer a todos que se aventuram por estas páginas. Mesmo aqueles que não registram sua passagem através de um comentário. Estas histórias estarão sempre aqui, guardadas para vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E um agradecimento especial para &lt;b&gt;Tyr Quentalë&lt;/b&gt;. A primeira leitora do blog e a grande responsável por salvar a alma de um escritor, aprisionada no peito de um ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-6970265418355002190?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/6970265418355002190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=6970265418355002190' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6970265418355002190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6970265418355002190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/as-muitas-razoes-de-ser.html' title='As muitas razões de ser'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7164847258552938244</id><published>2011-10-17T01:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T09:47:36.987-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte IX</title><content type='html'>&lt;i&gt;Kain chega enfim à Biblioteca, uma das mais poderosas instituições da Cidade Suspensa. Ele agora espera contar com a influência do Bibliotecário para alcançar seus interesses...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain penetrou naquele salão. Não havia janelas, apenas estreitas aberturas bem próximas ao teto, que estava a uns vinte metros de distância do chão. Após perder alguns segundos contemplando o teto distante, o viajante voltou sua atenção ao aposento, que era de fato grandioso, porém de uma frieza quase sepulcral. A lareira à direita nem parecia cumprir sua função de dar calor ao ambiente. Próxima à lareira, uma jovem de tez pálida, olhos cinzentos e cabelos loiros permanecia sentada em uma poltrona. Ela fez menção de levantar-se, mas o guia de Kain adiantou-se, erguendo as mãos em um gesto conciliador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não precisa se levantar, senhora. Este forasteiro apenas está aqui para ver o seu pai.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça voltou a acomodar-se na poltrona e virou o rosto para a lareira, ficando a observar o fogo. Logo além, à esquerda de onde estava a jovem, havia uma pequena porta do que parecia o gabinete privado do Bibliotecário. O guia de Kain pediu para que ele aguardasse e atravessou o salão, sumindo além daquela porta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O viajante olhou interessado para a jovem. Como que percebendo o olhar, a garota tirou os olhos do fogo e fitou Kain com aquelas duas esferas cinzentas. Era uma bela moça. Tinha uma beleza diferente da que Scarlate ostentava. A cortesã era selvagem, enquanto essa jovem tinha uma aparência &lt;i&gt;domesticada&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sou Kain, sou novo na cidade” começou a dizer, para quebrar o silêncio. A moça suspirou e respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Marília. Filha do Bibliotecário.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interesse de Kain aumentou. Lembrou-se de uma das condições de ficar na cidade: devorar o coração de alguma moça, mas somente se o coração nunca tivesse sido mordido. A filha de um distinto senhor, administrador de uma instituição daquele porte, seria a presa ideal. Marília olhava Kain como se já conhecesse as intenções dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não vai adiantar, forasteiro,” disse a moça, “você não é o primeiro que me olha desse jeito.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain quase engasgou com a própria saliva. Desconcertado, ele pôs a mexer nos botões do sobretudo. Marília então tirou os olhos dele e voltou a contemplar o fogo. Parecia que a jovem havia por fim perdido o momentâneo e superficial interesse no visitante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Kain habilmente preparava um feitiço. Se não fosse por bem, aquela garota iria ser dele por outros meios. Era temerário, de fato, usar magia no gabinete do Bibliotecário, mas Kain estava realmente desesperado para conseguir estadia fixa na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Se parar imediatamente o que está fazendo,” advertiu Marília, sem virar o rosto para Kain, “vou desconsiderar essa afronta. Mas se insistir, terei de comunicar meu pai e os favores que você poderia conseguir se tornarão definitivamente impossíveis.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O viajante largou os botões e murmurou um pedido de desculpas, enquanto dispersava o feitiço. Marília, porém, não parecia brava ou contrariada, apenas cansada demais para se enraivecer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É sempre a mesma coisa, sempre. Sempre os mesmos indivíduos buscando um caminho mais rápido para ter a Biblioteca. Isso me dá nojo.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Mas meu objetivo não é a Biblioteca...” retrucou Kain. “Quero apenas um jeito de ficar aqui na cidade.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça voltou o rosto para ele, cética. Kain então ponderou sobre a importância daquela instituição, a Biblioteca. Muitos já deveriam ter tentado enfeitiçar o coração da moça para herdarem o controle daquele complexo e de todo o conhecimento nele guardado. O viajante percebeu o erro que cometera. Curvou-se sobre o joelho direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Fui precipitado e inconseqüente. Peço perdão, senhora.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Você não deve se ajoelhar diante de mim” disse Marília, com um muxoxo. “Faça isso diante do meu pai. Ele já vem aí.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, a porta do gabinete privado abriu-se e o guia saiu, acompanhado do Bibliotecário. Kain levantou-se de supetão. Sentia-se despreparado, mas suspirou fundo. Lamentou-se do erro cometido minutos atrás. Para conseguir o que algo daquele lugar, precisava do maior número possível de aliados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7164847258552938244?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7164847258552938244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7164847258552938244' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7164847258552938244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7164847258552938244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/cidade-suspensa-parte-ix.html' title='A Cidade Suspensa – Parte IX'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-623926904763114301</id><published>2011-10-14T01:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-14T09:15:21.494-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Os ventos que prenunciam a Tempestade: A Fúria dos Reis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i4-HN36XEZ4/TpeU_w6bOfI/AAAAAAAAAEw/aYR0xk1xsNI/s1600/furia-dos-reis-capa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-i4-HN36XEZ4/TpeU_w6bOfI/AAAAAAAAAEw/aYR0xk1xsNI/s320/furia-dos-reis-capa.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A tempestade começou, prenunciada por uma ensolarada calmaria de uma primavera próspera. Agora, os ventos sopram, indicando que a Tormenta está para vir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o próprio nome indica, &lt;i&gt;A&amp;nbsp;Fúria dos Reis&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é um livro atribulado e violento. Continuação de &lt;i&gt;A Guerra dos Tronos&lt;/i&gt;, o romance prossegue acompanhando a família Stark, bem como a jovem princesa exilada Danny e o nobre rejeitado Tyrion.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já havia falado do primeiro livro &lt;a href="http://oguardiao.blogspot.com/2011/03/guerra-dos-tronos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. As observações que fiz, porém, devem ser retratadas neste post. &lt;i&gt;A Tormenta de Espadas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;demonstra claramente a competência de Geroge R.R. Martin&amp;nbsp;em guiar um roteiro, bem como um maior conforto do autor com o gênero romance. E assim como o antecessor, podemos acompanhar de perto alguns personagens-chave, embora neste temos o acréscimo de Theon Greyjoy e do ex-pirata Davos Seaworth.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto três reis lutam pelo Trono de Ferro, a família Stark corre perigo, principalmente as duas meninas Sansa e Arya, enquanto Catelyn deverá continuar separada seus filhos e, reunindo toda sua fibra, partir em uma jornada para tentar salvar o que restou de sua família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com Davos, temos pela primeira vez um plebeu em destaque, e a visão equilibrada entre a fidelidade apaixonada e o ceticismo experiente dá base a um personagem tão humano e complexo quanto a princesa Daenerys Targaryen ou Tyrion Lannister, o Duende.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa forma, Martin habilmente faz com que uma história da nobreza se aproxime da miséria e dos sofrimentos que os camponeses enfrentam. Não somente por Davos, mas também pela própria situação dos dois personagens citados acima e de uma terceira personagem, que é obrigada a viver em uma posição servil, praticamente de escravidão. Não revelo o nome (acredito que a maioria saberá quem é) para não estragar o prazer da&amp;nbsp;descoberta durante a&amp;nbsp;leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um enredo maduro e envolvente, George R.R. Martin realiza o excelente &lt;i&gt;A Fúria dos Reis&lt;/i&gt;, mais um episódio de uma história inesquecível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ficha técnica&lt;br /&gt;Título: &lt;i&gt;A Fúria dos Reis&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Autor: George R.R. Martin&lt;br /&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;Editora: LeYa&lt;br /&gt;ISBN: 9788580440270&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;Páginas: 656&lt;br /&gt;Tradutor: Jorge Candeias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página do livro no skoob:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.skoob.com.br/livro/16061"&gt;http://www.skoob.com.br/livro/16061&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-623926904763114301?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/623926904763114301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=623926904763114301' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/623926904763114301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/623926904763114301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/os-ventos-da-tempestade.html' title='Os ventos que prenunciam a Tempestade: A Fúria dos Reis'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-i4-HN36XEZ4/TpeU_w6bOfI/AAAAAAAAAEw/aYR0xk1xsNI/s72-c/furia-dos-reis-capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-431984577631659498</id><published>2011-10-12T15:23:00.002-03:00</published><updated>2011-10-13T16:18:47.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>O Menino e o Sonho</title><content type='html'>&lt;br /&gt;O menino chega a um corredor de livraria. Não sabe como chegou lá. Apenas lembra que atravessou morros verdes, repletos de tons alourados pelo sol entre nuvens brancas. Horas de viagem, observando a paisagem por dentro de uma janela embaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra lembrança: mãos enormes, morenas, segurando a pequena mão do menino, guiando seus passos trôpegos e fracos de criança adoentada. Criança acostumada a crescer encolhida em espaços pequenos, escondida em cantos silenciosos onde pudesse deixar sua mente mais livre que suas pernas. Uma criança que várias vezes foi repreendida por abrir portas de papel, repletas de escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o menino se vê entre essas estantes. De ambos os lados livros parecem quase tocar o céu, tão alto chegam nas prateleiras. Um livro em especial chama a atenção de seus pequenos olhos: Na capa, um garotinho segura uma espada, enquanto uma menina está ao seu lado. Ao fundo, um cavaleiro de armadura completa domina a paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino não sabe, mas seus olhos brilham de entusiasmo. É aquela porta que procura, tem quase certeza! Ninguém sabe, mas o menino busca essa porta há anos, desde que havia conhecido a história de uma borboleta apaixonada por um grilo; desde que viajara para um sítio divertido e repleto das mais incríveis criaturas. Essas visitas a cada um desses mundos deixavam o menino extasiado, mas ele sabia que não pertencia a esses lugares. Queria encontrar o lugar a ele destinado. Talvez aquela seja a porta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao depositar, esperançoso, o livro sobre as mãos morenas, uma decepcionante surpresa: Não pode! Esse livro, não! Está cheio de imagens perigosas para uma criança, seres "malignos". O menino não acredita, sabe que, por maiores que sejam aquelas mãos morenas, elas não sabem tudo. Mas o menino deixa passar e silenciosamente aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos passam. Muitos. O menino cruza montes verdejantes inúmeras vezes. Viaja a diversos outros mundos e, por suas próprias forças, busca encontrar aquele mundo para si. Ainda tem esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, descobre em uma biblioteca secreta não só aquele livro desejado, mas outros seis! Seis livros incríveis, seis portas mágicas que o guiam para uma outra porta: um guarda-roupa. E por anos o menino vive entre mundos, feliz. Demora a descobrir que esse mundo não é somente dele, mas de muitos outros. Descobre também que não precisa passar somente pelo bosque dos lagos, mas pode circundar o canto do quarto e chegar ao Lugar do Meio. Sem falar naquele misterioso Castelo que nunca fica parado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino acaba também por descobrir que não são sete livros que podem levá-lo a Seu Mundo, mas muitos outros. Muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perceber, esse mesmo menino continua a buscar. Ele impulsiona o homem a continuar atravessando os morros verdejantes, mesmo que eles se tornem cinzentas montanhas. Ele está chegando lá, ao seu Mundo, aquele que o espera além das fronteiras do Sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post faz homenagem aos autores: Lúcia Machado de Almeida, Monteiro Lobato, C.S. Lewis e Diana Wynne Jones, que fizeram da criança a parte mais importante do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FxYI80FtcHo/TpXI7LgZ24I/AAAAAAAAAEI/lSJx2cOQQhI/s1600/Atiria.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-FxYI80FtcHo/TpXI7LgZ24I/AAAAAAAAAEI/lSJx2cOQQhI/s200/Atiria.jpg" width="143" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RtXAm6JD8g0/TpXIvFPrfKI/AAAAAAAAAEA/kKO0wr5qR-A/s1600/o+castelo+animado+livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-RtXAm6JD8g0/TpXIvFPrfKI/AAAAAAAAAEA/kKO0wr5qR-A/s200/o+castelo+animado+livro.jpg" width="127" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eyE1Rc6baQk/TpXN-jBQXgI/AAAAAAAAAEY/j7-ahgRYvVs/s1600/Os_Aneis_magicos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-eyE1Rc6baQk/TpXN-jBQXgI/AAAAAAAAAEY/j7-ahgRYvVs/s200/Os_Aneis_magicos.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2Av68tqb4_M/TpXIqHe61kI/AAAAAAAAAD4/8eZuCCF6y0E/s1600/vida-encantada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-2Av68tqb4_M/TpXIqHe61kI/AAAAAAAAAD4/8eZuCCF6y0E/s200/vida-encantada.jpg" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o3X1PJQFR_A/TpXbG31LghI/AAAAAAAAAEg/_pJwqRPBoiw/s1600/reinacoesnarizinho-brasiliense.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-o3X1PJQFR_A/TpXbG31LghI/AAAAAAAAAEg/_pJwqRPBoiw/s200/reinacoesnarizinho-brasiliense.jpg" width="170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-431984577631659498?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/431984577631659498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=431984577631659498' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/431984577631659498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/431984577631659498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/o-menino-e-o-sonho.html' title='O Menino e o Sonho'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FxYI80FtcHo/TpXI7LgZ24I/AAAAAAAAAEI/lSJx2cOQQhI/s72-c/Atiria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-2714416743756045280</id><published>2011-10-10T01:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T05:55:57.982-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Em um bonde estranho, num itinerário sombrio e revelador, Kain descobre alguns segredos sobre a Cidade Suspensa. Diante de um curioso companheiro de viagem, teme dizer mais do que deveria...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O viajante virou-se para Salomão, a fim de dar qualquer resposta, tentar inventar alguma coisa e desviar a atenção de seu companheiro, mas viu que o rapaz dormia, recostado ao vidro sujo. Fazendo um muxoxo, Kain cruzou os braços e relaxou os ombros, enquanto fechava os olhos, buscando o auxílio do sono. O bonde de repente rangeu de forma assustadora e deu um solavanco, quase lançando Kain de seu assento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os primeiros raios de sol venceram as silhuetas dos prédios e atravessaram o vidro fosco das janelas do bonde. A Cidade Suspensa destacou-se, ainda mais escura ante os raios dourados e o céu azul. O solavanco violento parou e Kain constatou que estava tudo bem, seu aparente cochilo se arrastara pelas horas da noite. Salomão, seu companheiro de viagem, continuava adormecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bonde fez sua primeira parada e Kain desembarcou. Enquanto o viajante observava a fachada de pedra do prédio à sua frente, o bonde retomava o movimento, em seu tortuoso caminho por trilhos que surgiam e desapareciam logo em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O prédio era gigantesco, destacando-se das demais construções. Era uma estrutura cilíndrica que subia vertiginosamente, dando a impressão de uma altura infindável. Acima do portão, como se dominasse toda a fachada, Kain reconheceu a insígnia que estava gravada na medalha que recebera de Scarlate. Então aquele rapaz, Salomão, estava realmente certo. Aquele símbolo representava a Biblioteca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao aproximar-se do portão, Kain avistou um homem muito alto, vestido de um uniforme cinzento e carregando um bastão. Era o porteiro, que estendeu a mão em sinal proibitivo para o viajante. Kain estacou e retirou a medalha do bolso do capote. O homem, sem dizer uma palavra, olhou com interesse para Kain. Em seguida, tocou com seu bastão onde os dois lados do enorme portão se encontravam. Com um rangido, a entrada abriu-se para Kain, que distinguiu apenas um caminho reto a perder de vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem vacilar, o viajante penetrou na Biblioteca. O portão se fechou logo às suas costas. Candeias iluminavam o caminho de forma parca. Kain continuou a seguir em linha reta por algum tempo, até que chegou a uma outra porta, bem menor e feita de madeira. Um velho vestido de uma longa túnica e com a cabeça coberta por um capuz cumprimentou-o com uma reverência, para em seguida empurrar a porta de madeira, abrindo o par da direita. Kain seguiu aquele que, ao que parecia, seria seu guia na visita à Biblioteca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da porta de madeira, o ambiente era outro. Estantes dispunham-se de forma aleatória, todas abarrotadas de livros de todos os tipos e datas. Sujeitos vestidos de longas túnicas passeavam silenciosamente entre as estantes, lendo e meditando nos livros que carregavam. Alguns deles murmuravam entre si as impressões de suas leituras. O guia de Kain levou-o entre as estantes e os murmuradores até uma outra porta, que dava em um segundo corredor em linha reta. No fim do corredor, mais uma sala, com estantes e murmuradores. O viajante percebeu que em cada sala a disposição aleatória dos móveis sugeria a complexidade de um labirinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain e seu guia seguiram por mais diversas salas e corredores, de modo que o viajante já não sabia se orientar naquele ambiente. Chegaram &amp;nbsp;por fim em um outro portão, guardado por outro guia. Acima, havia uma plaqueta de madeira onde estava escrito "Bibliotecário" logo abaixo da insígnia da Biblioteca. Kain em segundos estaria diante do homem que dominava toda aquela estrutura. Sua jornada se aproximava de um momento crucial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-2714416743756045280?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/2714416743756045280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=2714416743756045280' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2714416743756045280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2714416743756045280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/em-um-bonde-estranho-num-itinerario.html' title='A Cidade Suspensa – Parte VIII'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-2777025931143092579</id><published>2011-10-07T13:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-07T13:00:03.040-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Uma narradora incomum</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WYQZol9Lsn8/TopsFN18DuI/AAAAAAAAAD0/9GDy2bUeNp0/s1600/A+menina+que+roubava+livros.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-WYQZol9Lsn8/TopsFN18DuI/AAAAAAAAAD0/9GDy2bUeNp0/s1600/A+menina+que+roubava+livros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que tal um encontro íntimo com a Morte? Calma! Não precisa ficar assustado. Estou falando de &lt;i&gt;A menina que roubava livros&lt;/i&gt;, romance de Markus Zusak, escritor australiano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A narrativa, que ocorre em plena Alemanha Nazista, acompanha a comovente história de Liesel Meminger, uma garotinha órfã que é adotada por um casal de meia-idade. E para contar essa história, ninguém mais do que a própria Morte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Aquela que ninguém quer ver” havia se encontrado com Liesel por três vezes. E por três vezes a sagaz e espirituosa funcionária do “outro lado” surpreende-se com a garota. Na terceira, um livro cai das mãos da menina, chamada pela narradora de “roubadora de livros”. Esse livro perdido é na verdade um diário, onde Liesel expressa seus pensamentos, gerados por uma verdadeira fascinação pela palavra. A Morte resgata o livro, resgatando também as vivas experiências da Heroína.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A narrativa acompanha bem de perto os passos da garota em seu crescimento, que ocorre em plena Segunda Guerra. E esse singelo trecho da vida de Liesel, naquele período tão conturbado, é uma sucessão de alegrias e dores, capazes de comover até mesmo a ilustre narradora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A menina que roubava livros&lt;/i&gt; é uma obra que fala da força das palavras em uma época em que os discursos e as ideologias levaram multidões à loucura. Mas também fala de como essas mesmas palavras podem ser a ponte a aproximar pessoas criando mundos de encantamento e beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha técnica&lt;br /&gt;Título: A menina que roubava livros&lt;br /&gt;Autor: Markus Zusak&lt;br /&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;Editora: Intrínseca&lt;br /&gt;ISBN: 9788598078175&lt;br /&gt;Ano: 2007&lt;br /&gt;Páginas: 480&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-2777025931143092579?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/2777025931143092579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=2777025931143092579' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2777025931143092579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2777025931143092579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/uma-narradora-incomum.html' title='Uma narradora incomum'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WYQZol9Lsn8/TopsFN18DuI/AAAAAAAAAD0/9GDy2bUeNp0/s72-c/A+menina+que+roubava+livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-3465297919753036174</id><published>2011-10-05T19:20:00.000-03:00</published><updated>2011-10-05T19:20:00.843-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>Ocaso</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem de meia idade veste um robe vermelho de seda, com um belo dragão chinês bordado nas costas. Os raios do poente emolduram a bela imagem do dragão nas costas do homem amarelo. O bigode castanho, espesso, cobre o lábio superior daquele rosto cavado e duro. Duro como o mogno lavrado. Seus dentes dourados brilham qual o pôr do sol em seu apogeu incendiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As horas foram sacrificadas naquele momento escasso. O homem está só, régio, ainda que cercado por estátuas de magnitudes inferiores. Amortecido e estagnado, tudo parece morrer em atenta exasperação. Somente o dragão parece vivo, com suas asas de cores quase predadoras. O robe deixa exposto o peito coberto de pêlos castanhos e lisos que parecem ser de um homem jovem. Uma cicatriz escapa furtiva, um risco sofrido que ainda sangra por dentro. O peito do homem sofre múltiplos ocasos a cada segundo esvaído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o dragão, triste entidade, que anseia a liberdade. Suas asas abertas com energia, quase irrompendo das costas do homem. A cauda longa e sinuosa se estende ao longo do robe vermelho, sua ponta quase tocando o chão. A formidável criatura debate-se num delicado mar de sangue. Sua morte é plástica, estética, arquetípica. Vivo, o dragão é o que mais sofre a cicatriz do homem sorridente. É o impulso vazio do fogo. É o desejo ardente, enlouquecido pelas horas solitárias. O poente a tudo toma, expande-se no assoalho amarelado, na pele também amarela dos presentes, nos dentes amarelos expostos em cada sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi no momento em que as figuras voltaram a se mover que todos entenderam. Era o ocaso necessário para que o dragão pudesse enfim alçar vôo. As posições se alternaram, alguns inevitavelmente não puderam compreender. Somente sabiam. O sol mergulhou no horizonte, rebatendo enfim a última revoada da existência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;07/07/2005&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-3465297919753036174?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/3465297919753036174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=3465297919753036174' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3465297919753036174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3465297919753036174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/ocaso.html' title='Ocaso'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-8398301057474713877</id><published>2011-10-03T20:07:00.003-03:00</published><updated>2011-10-13T16:18:47.998-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte VII</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para escapar dos estranhos seres que vagam entre as ruas desertas, Kain busca abrigo em um bonde noturno. Em uma viagem quase macabra, ele está prestes a descobrir alguns inusitados segredos sobre a Cidade Suspensa...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bonde sacudiu freneticamente enquanto alguns passageiros soltavam exclamações de sobressalto. Mesmo desconfiando da integridade do veículo, Kain mantinha sua costumeira serenidade. O barulho e as convulsões externas ao bonde tinham amainado e a atenção do viajante voltou-se então para a paisagem bizarra que se constituía na Cidade Suspensa. Kain pôde perceber grandes edifícios com chaminés e formidáveis fornalhas. O fumo que as mesmas despejavam, invisível na escuridão, tornava-se distinto por segundos, quando era iluminado pelo calor do fogo das chaminés.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram quilômetros e mais quilômetros do que parecia ser um complexo industrial no coração da Cidade. Kain olhou para baixo e percebeu que alguns blocos dessa região não estavam ligados pela base. Dava para ver as nuvens passando por debaixo de uma espécie de fenda, que era mantida unida por uma grossa corrente de ferro. Olhando ao longe, podia-se observar que essa corrente repetia-se por toda a extensão dessa fenda, mantendo a unidade daquela seção da Cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Impressionante, não?” comentou alguém ao lado de Kain. Desinteressado, ele virou-se e notou que um rapaz negro, de olhos vivos e cabelo rastafari o olhava com um sorriso brincalhão. Percebendo a mudez de Kain, o rapaz continuou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“São as fornalhas. Elas são tudo aqui na cidade. Impulsionam as máquinas das fábricas, deixam as caldeiras aquecidas para os banhos dos turistas, mantêm toda a cidade flutuando...”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Banhos? Turistas?” perguntou Kain, saindo de sua taciturna mudez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sim, banhos e turistas. Alguns deuses gostam muito de nossos hotéis e boates, repletos de saunas, massagens e banhos. Ninguém fala abertamente, mas eu já vi uns anjos também. Sempre chegam disfarçados, pra não ficarem com a imagem comprometida...”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bonde continuava a se mover pelos trilhos, os quais faziam uma ponte para transpor a enorme fenda que separava os blocos da cidade. O companheiro de Kain olhou para baixo, para o infinito de montanhas, vales e rios que passavam com rapidez sob a cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu nunca me acostumo com isso” comentou o jovem. “Tem uns outros lugares em situação bem pior. Só cabos de eletricidade, um punhado de gatos, prendendo quarteirões inteiros. Se cortarem um fio, já era.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Mas as pessoas não têm medo?” perguntou Kain.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Medo? Pode ter medo quem não tem alma? Ou tem uma falsificada? Muitos vendem o próprio coração para ter uma alma artificial, feita aqui na Cidade. Com ela, não é preciso ter medo. Ou se tiver, ele será muito mais saboroso. A propósito, sou Salomão.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Kain.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Belo nome, meu caro,” riu Salomão. “Com certeza um nome &lt;i&gt;ideal&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain não entendeu o comentário do outro, nem sua entonação, mas permaneceu calado. Sentia-se estranhamente nervoso. Tinha a sensação de que estava sendo procurado, e que seu caçador já deveria estar nas imediações da Cidade. Para disfarçar o nervosismo, Kain pegou a medalha que ele tinha guardado no bolso direito do sobretudo e começou a girá-la entre os dedos. Salomão olhou com interesse aquele pedaço de metal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A insígnia da Biblioteca!” comentou o rapaz, admirado. “O senhor é representante do Bibliotecário?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O quê?” Kain ficou bastante confuso com a pergunta. Salomão, pelo contrário, mudou sua expressão, como se tivesse acabado de entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sim, sim, quer dizer que você é um emissário então. Tem passe livre para a Biblioteca. Pode me dizer o que vai buscar lá?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain entrou em alerta.&amp;nbsp;A cada momento naquela cidade Kain testemunhava estranhas personagens interessadas em sua missão. Esse inusitado interesse despertava a desconfiança do viajante. “A cada encontro que temos com alguém, realizamos um nó na linha de nossas vidas”, lembrou-se. Temia ficar enlaçado. Talvez a misteriosa sombra que havia ficado para trás, no ponto, seria apenas mais um dos perigosos nós que Kain deveria enfrentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-8398301057474713877?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/8398301057474713877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=8398301057474713877' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8398301057474713877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8398301057474713877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/cidade-suspensa-parte-vii.html' title='A Cidade Suspensa – Parte VII'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-2400274070785227158</id><published>2011-10-01T00:07:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T16:18:47.985-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Um menino, um homem e uma jornada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OcLBEEQWrDg/ToThXvrqPGI/AAAAAAAAADw/qiJ17GCOELs/s1600/Huck-Finn.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-OcLBEEQWrDg/ToThXvrqPGI/AAAAAAAAADw/qiJ17GCOELs/s320/Huck-Finn.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao terminar &lt;i&gt;As aventuras de Huckleberry Finn&lt;/i&gt;, a sensação foi de ter chegado ao fim de uma longa viagem. Com a certeza de que a viagem, embora longa, fora repleta de humor e nem um pouco cansativa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrito por Mark Twain e publicado em 1884, o livro narra a jornada de um garoto pobre, quase um menino de rua que, após rejeitar a adoção de uma velha fazendeira, escapa com um escravo fugido. Os dois então empreendem uma jornada por todo o rio Mississippi, enfrentando ladrões, caloteiros e, acima de tudo, as poderosas forças da natureza que dominam aquelas águas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incorrigível por natureza, Huck Finn mente a todo o momento, nunca diz seu verdadeiro nome, sempre inventa uma história diferente para cada pessoa que encontra. É um menino que precisou aprender muito cedo as artes da malícia para sobreviver do pai bêbado, que o espancava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Huck é um dos personagens mais importantes em um livro anterior de Twain, &lt;i&gt;As aventuras de Tom Sawyer&lt;/i&gt;. Escrito dez anos depois de seu predecessor, &lt;i&gt;As aventuras de Huckleberry Finn&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é narrado em primeira pessoa, pelo próprio Huck, num modo quase oral. Twain busca inclusive reproduzir a oralidade das personagens que surgem a cada curva do rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que me encantou profundamente nesta obra foi a capacidade de Twain criar imagens e sua descrição dos fenômenos naturais. Sem falar do humor construído com ironia e inteligência do protagonista e de seu companheiro de viagem, Jim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma marca forte na concepção do livro é a inocência presente em toda a narrativa. Talvez por ser narrado por uma alma jovem, infantil. Podemos perceber no texto a busca pela bondade, pela honestidade, ou melhor, pela ética além da moralidade. Huck, apesar de trapaceiro e ladrão, tem seus arroubos de consciência e busca a cada momento justificar seus atos através de diálogos internos. O pragmatismo do protagonista acaba sempre vencendo, sempre batendo de frente com a moral cristã protestante que dá base à sociedade do sul dos Estados Unidos no século XIX.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradução de Maura Sardinha, além de competente, manteve uma graciosa cadência à narrativa, tornando a leitura agradável, mesmo nos momentos em que as personagens mais &lt;i&gt;difíceis&lt;/i&gt; falavam!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para encerrar, gostaria de deixar um pequeno trecho, que me arrebatou pela beleza de suas imagens:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Aí começou a chover, e choveu violentamente, e eu nunca tinha visto o vento soprar com tanta força. Era uma verdadeira tempestade de verão. Lá fora tava tão escuro que chegava a ficar preto-azulado, e lindo; e a chuva batia com tanta força que as árvores pareciam embaçadas, como se tivessem cobertas de teias de aranha; às vezes uma lufada de vento fazia as árvores se dobrar e mostrar a cor mais clara do avesso das folhas; logo depois, uma forte rajada fez os ramos balançar como se tivessem enlouquecidos; e depois, quando o preto-azulado tava bem forte – fsst –, um brilho glorioso deixou a gente ver as copas das árvores balançando no meio da tempestade, muitos metros adiante do que se via antes; depois, num segundo, ficava tudo novamente escuro como o pecado, e se ouvia outra vez o estrondo do trovão que roncava, resmungava e caía do céu até os confins da terra, como barris vazios rolando uma longa escada abaixo.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ficha técnica&lt;br /&gt;Título: As Aventuras de Huckleberry Finn&lt;br /&gt;Autor: Mark Twain&lt;br /&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;ISBN: 9788577992287&lt;br /&gt;Editora: BestBolso&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;Páginas: 352&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-2400274070785227158?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/2400274070785227158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=2400274070785227158' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2400274070785227158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/2400274070785227158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/10/um-menino-um-homem-e-uma-jornada.html' title='Um menino, um homem e uma jornada'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OcLBEEQWrDg/ToThXvrqPGI/AAAAAAAAADw/qiJ17GCOELs/s72-c/Huck-Finn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-6358831936677622240</id><published>2011-09-26T21:41:00.003-03:00</published><updated>2011-10-13T16:18:48.015-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Kain percebe que se quiser continuar sua busca, deverá entrar no jogo e fazer suas apostas, pagando o preço pela informação de que precisa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Praguejando, Kain vasculhou os bolsos mas, antes que retirasse as moedas de cobre, o vendedor apontou para o sobretudo do viajante, mais precisamente para um dos botões. Kain lembrou-se então que as coisas que compõem as pessoas, naquela cidade, valem muito. Sem vacilar, o viajante arrancou o botão e depositou-o na palma da mão do vendedor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorrindo, o Ambulante Chinês fechou os olhos, enquanto esfregava o botão, logo caindo num curioso transe. Uma voz bem diferente começou a recomendar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Agora não adianta nada, mas alguma coisa tem que ser feita. O dia acabou e logo a parte mais escura da noite vai chegar. Até lá, você tem que estar em algum lugar, algum abrigo. A noite aqui é muito, muito fria e o escuro devora gente. Nenhuma porta ou janela oferece abrigo e os Aqueles que Vagam ocupam as ruas desertas.”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mascate calou-se e respirou fundo. O silêncio pairou entre o dois de uma forma quase premonitória. Kain se sentia condenado. Vendeu uma parte de si mesmo só para ter a confirmação do que já sabia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu dou uma passagem de bonde para o freguês”, disse o Ambulante Chinês, retirando de um de seus muitos bolsos um pedaço de papel grosso. “É um bonde noturno e a linha não pára até que a noite acabe. Seguro lá vai ser bem!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain pegou a passagem que o Ambulante Chinês lhe estendia. Desejava maiores explicações, mas então percebeu ao redor que a Cidade Suspensa estava bem mais escura que antes. Deu as costas ao vendedor sem agradecer e afastou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi fácil para Kain encontrar o ponto de embarque do bonde, conforme havia indicado o Ambulante Chinês. Ficava em uma rua estreita, mais escura que as outras, com um abrigo para chuva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Como se nessa porcaria de cidade chovesse”, pensou o forasteiro, enquanto olhava ao redor. Tudo no mais completo silêncio, enquanto alguns postes, quase solitários, começavam a funcionar, despejando uma luz amarelada em trechos irregulares das avenidas, visíveis ao longe. O ar era carregado, fedorento, como se fosse o interior de um porão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O viajante abriu o pesado capote que o cobria e esfregou o pescoço. A imagem de Scarlate, a Cortesã, veio então à sua mente. A pele branca qual leite, contrastando com os cabelos vermelhos, lançaram o forasteiro em um semi-delírio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um movimento furtivo chamou a atenção de Kain. Havia mais alguém no abrigo. Recompondo-se, o viajante assumiu uma postura defensiva, examinando a silhueta de um provável companheiro. A penumbra que envolvia o ponto de embarque não permitia que ele identificasse aquela pessoa, tornando-a uma incógnita sem rosto, feita de sombra. Kain achou melhor manter distância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficaram ambos em silêncio. O desconhecido era como um buraco escuro, a brecha para o vazio. No entanto, sua presença era mais palpável e urgente que o abrigo, os postes, os edifícios. Kain sentiu os pêlos de sua nuca eriçados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O som perturbador do chiar de ferros em movimento feriu o silêncio e rompeu o impasse do momento. O bonde se aproximava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um veículo de cor indefinida, por causa da escuridão, mas as luzes internas deixavam-no com a aparência de abóbora em noite de Halloween. Emitia os sons estridentes de metais se arranhando, enquanto passeava por trilhos que Kain não conseguira perceber. Após instantes de observação mais atenta, percebeu que os trilhos na verdade surgiam do chão à medida que o bonde se locomovia, para depois desaparecerem quando o veículo passava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao sinal do viajante, o bonde parou no ponto de embarque. Um agente de uniforme surrado e rosto macilento estendeu a mão, esperando o bilhete. Kain entregou o pedaço de papel e embarcou. Enquanto o veículo se punha em movimento, o viajante percebeu de relance que o misterioso vulto ficara para trás, como se aguardasse locomoção mais apropriada. Sentindo um estranhamento crescente, Kain dirigiu-se para o fundo do bonde, enquanto observava as pessoas maltrapilhas e assustadas que o fitavam com a acidez de quem quer desviar olhares curiosos. Um solavanco inesperado lançou Kain para o banco que escolhera e, enquanto se acomodava, passou a olhar pela janela. O vidro era manchado, como se alguém tivesse tentado lavá-lo e em seguida, desistido. Olhando ao longo do corredor, dava para ver as costas do controlador do bonde, que usava o mesmo uniforme gasto que trajava o encarregado de receber as passagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A atenção de Kain foi totalmente desviada para o lado de fora. A noite foi tomada de sons de agudo sofrimento. O bonde foi cercado por uma força invisível, um sentimento doloroso que fez os passageiros desavisados, como Kain, pensarem que o veículo seria esmagado como uma lata de alumínio. Lá fora, vultos de forma indefinida povoavam as ruas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele momento, Kain percebeu que aquela era a hora noturna da pior escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-6358831936677622240?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/6358831936677622240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=6358831936677622240' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6358831936677622240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6358831936677622240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/09/cidade-suspensa-parte-vi.html' title='A Cidade Suspensa – Parte VI'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7665229208569937090</id><published>2011-09-22T00:22:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T16:18:48.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>Sobre pedaços de assuntos inacabados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abro minha mochila: junto com o bloco de anotações encontro algumas outras pistas interessantes. Dentre elas, a capa que comprei para a máquina de lavar, ainda dobrada dentro da embalagem. Encontro também uma revista de palavras cruzadas que nunca terminarei e um livro comprado anteontem (ou teria sido ontem?) que não lerei tão cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descubro que minha mochila é como eu mesmo: um depósito de coisas inacabadas ou não resolvidas. Os quadros que ela pintou ainda estão lá no apartamento, encostados num canto atrás da porta. Não assumiram o lugar na parede a eles destinado. Sequer têm a assinatura dela. São testemunhas quase mudas, mas transmitem a energia dos gestos dela, as suas escolhas de tons, seu desapego quase irresponsável ao trivial. Só meu silêncio repete o nome dela cada vez que os olhos. Mas deixa estar. Não quero falar dos quadros, são mais um de tantos assuntos inacabados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não quero ser tomado por alguém triste. Todos nós temos assuntos não resolvidos. Alguns ficam para trás, no caminho, como destroços de nós mesmos, evidências do nosso naufrágio diário. Outros continuam conosco, igualmente inúteis, mas a diferença é que não os largamos. Nosso consciente os esquece, mas eles continuam lá, como parte da paisagem que somos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carregar um peso não seria tão ruim se minhas costas não doessem tanto. As cartas também, não me importaria de mantê-las comigo. Eu me importo e não as queimo. Estão lá, em algum canto do guarda-roupa bagunçado, esperando para que eu vá ressuscitá-las. Assim como este papel, parte de um bloco de anotações feito a partir de folhas de rascunho. Dou vida às minhas ideias a partir do lixo, da ruína. Quando olho estas folhas, estejam elas vazias ou cheias de meus rabiscos, é como se estivesse diante de um espelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, o que o homem toca que não seja obviamente incompleto?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7665229208569937090?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7665229208569937090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7665229208569937090' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7665229208569937090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7665229208569937090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/09/sobre-pedacos-de-assuntos-inacabados.html' title='Sobre pedaços de assuntos inacabados'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-6243143900427120225</id><published>2011-09-15T19:43:00.002-03:00</published><updated>2011-10-13T16:18:48.023-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte V</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Após desfrutar de estranhos prazeres com Scarlate, Kain é devolvido às ruas da Cidade Suspensa para continuar sua busca.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo quando saiu da taberna, Kain avistou o Ambulante Chinês, que o aguardava. O mascate exibia um sorriso torto, que beirava o escárnio. O viajante percebeu que os raios do crepúsculo ainda coroavam os edifícios mais altos da Cidade. Inicialmente perplexo, pensou um pouco e depois concluiu que o fluxo do tempo e sua percepção, na Cidade Suspensa, deveriam ser bem peculiares. Kain aproximou-se do vendedor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Parece feliz, freguês." disse o oriental "Moça bonita, a Scarlate, né? Parece dez anos mais jovem depois de estar com ela, né?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Kain não ligou muito para os comentários do outro. Estava se sentindo mais leve, pois sua jornada naquela cidade voadora parecia mais fácil do que havia calculado. Ao pensar na condição de vôo da Cidade, estranhou ainda estarem no chão. Perguntou ao Ambulante Chinês:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quando a Cidade irá decolar, afinal?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ora, já decolou, freguês” respondeu, ainda sorridente, o vendedor. “Logo que você chegou, né?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Mas eu não sinto nada... Pra mim, ainda estamos no chão.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Todo mundo está no chão, freguês, todo mundo...” limitou-se a dizer o homem, antes de mudar de assunto “ficar na cidade, conseguiu?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sim, já tenho um laço” declarou, satisfeito. "Devorei o coração de Scarlate.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ambulante Chinês soltou uma sonora gargalhada. Kain observou-o, sereno, embora não&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;apreciasse a reação do oriental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Corações de cortesãs não servem para laço, patrão. Precisa achar um coração sem marca de dentes. Por aqui difícil isso ser.. Mas vender um eu posso, não tem laço, é artificial, mas é mais gostoso que o de uma cortesã, né?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela resposta deixou Kain muito irritado com toda a situação. Sentiu-se enganado. Tudo bem que Scarlate valia mais do que duas moedas de cobre, mas o Ambulante deveria ter sido mais claro em sua informação. Pelo visto, o viajante só fora enviado para a taberna para cumprir outros propósitos. Quase foi dominado pela vontade de punir o chinês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E o que eu faço?” perguntou Kain, sentindo o cansaço da viagem começar a cobrar seu preço sobre aquele corpo não tão jovem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Isso agora tem preço, né?” respondeu o Ambulante, acentuando a agudeza de seu sorriso.&amp;nbsp;“É informação, agora tem um preço.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-6243143900427120225?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/6243143900427120225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=6243143900427120225' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6243143900427120225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6243143900427120225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/09/cidade-suspensa-parte-v.html' title='A Cidade Suspensa – Parte V'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-4455634349736984759</id><published>2011-09-03T19:15:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T16:18:48.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte IV</title><content type='html'>&lt;i&gt;Kain tem um exótico encontro com uma mulher fatal, que poderá ajudá-lo a alcançar seu objetivo...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Scarlate deixou o balcão sob os cuidados de outra garota e quase arrastou Kain para além de uma porta lateral, por um corredor que dava em quartos para uso particular. Segurava com firmeza a mão esquerda do estrangeiro. Entraram em um dos quartos, mobiliado com uma cama rústica e uma mesa com um candeeiro onde uma vela ardia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Cortesã trancou a porta atrás dele, estendeu a mão para a vela e pronunciou uma palavra estranha que fez a pequena chama brilhar em tom vermelho vivo. Ela então cravou as unhas com força em seu próprio peito, enfiando os dedos até que a mão fosse também enterrada. Kain observava com um misto de curiosidade e nojo a complicada operação que ocorria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um suspiro, Scarlate enfiou o resto da mão direita no tórax e puxou para fora seu coração, que pulsava irregular e estava coberto de marcas de mordidas, cicatrizes como as que cobrem os braços de um guerreiro já velho e cansado. Apesar de muito marcado, aquele coração batia com tal força que chegou a despertar certa melancolia em Kain, ao percebê-lo tão vivo e pulsante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O que é isto?!” perguntou Kain, tentando disfarçar seu olhar melancólico. “Esse coração tá uma droga. Não vou comer isso.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Scarlate observou-o por alguns instantes. Novo suspiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não sei de onde vem, estrangeiro, mas não se rejeita um coração por aqui. Não seja rude diante de uma dama.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain olhou resignado para Scarlate, a Cortesã, temendo que ela tivesse percebido sua fraqueza. Se quisesse ajuda, seria melhor não ofender aquela mulher. Dando de ombros, ele tomou o coração entre as mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Você só pode comer um décimo dele, nada mais” advertiu-o a moça. “A chama da vela voltará ao normal, marcando o fim do contrato.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain girou o coração em suas mãos, procurando uma área sem marcas. Mordeu um pedacinho e descobriu que o gosto era muito bom, melhor do que imaginava. Deitou-se na cama, e Scarlate deitou-se ao seu lado. Kain fechou os olhos, enquanto dava pequenas mordidas, buscando aproveitar seu bocado, sorvendo calmamente a parte do coração de Scarlate que havia à disposição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a chama da vela voltou ao normal, Kain sentia um misto de vazio e satisfação. Levantou-se, para deixar o recinto, mas Scarlate segurou-o pelo braço. O coração ainda jazia do lado de fora, no colo da moça, sangrando das mordidas que Kain fizera. Sem perceber, o viajante havia consumido mais do que lhe fora permitido, chegando a tirar um bom pedaço. A moça estendeu-lhe algo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Leve isto com você. Irá ajudá-lo a continuar na Cidade.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem proferir palavra, Kain tomou o objeto das mãos de Scarlate e examinou-o brevemente. Parecia ser uma medalha antiga, com inscrições misteriosas, indecifráveis. Ainda em silêncio, o viajante deixou o recinto. A Cortesã, após alguns segundos de meditação, enfiou logo o coração no peito e correu a procurar papel e pena. Alguém importante precisava ser informado dos últimos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-4455634349736984759?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/4455634349736984759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=4455634349736984759' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4455634349736984759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4455634349736984759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/09/cidade-suspensa-parte-iv.html' title='A Cidade Suspensa – Parte IV'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-3486336397388103342</id><published>2011-08-31T10:07:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T10:07:25.267-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Para além da superfície</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vA_LH7zFcXw/Tlf9w93q0cI/AAAAAAAAADg/i9TYNQdmtrA/s1600/65009_gg.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-vA_LH7zFcXw/Tlf9w93q0cI/AAAAAAAAADg/i9TYNQdmtrA/s320/65009_gg.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ler &lt;i&gt;Cachalote&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;graphic novel&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de Daniel Galera e Rafael Coutinho,&amp;nbsp;foi uma experiência de profunda imersão. Ainda que toda a forma de narrativa busque proporcionar a seu leitor essa experiência, creio existem graus de imersão. Esta será mais profunda de acordo com a empatia do leitor, mas também conforme a competência e a genialidade do artista.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Cachalote&lt;/i&gt; não só permite o mergulho em vidas alheias como também, através de sua narrativa, busca proporcionar, de maneira quase catártica, que o leitor esteja na pele de cada personagem.&amp;nbsp;Ainda que pareça óbvio dizer que sua na narrativa é extremamente visual, a expressividade do traço de Rafael Coutinho criou um ambiente quase delirante. Fragmentado, o roteiro guia o olhar do leitor por um universo em que 5 vidas se desdobram.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Cachalote&lt;/i&gt; não poupa o leitor, assim como seus personagens. Construído numa complexidade que torna difícil falar em tema (o que enriquece a obra), pode ter várias interpretações, diferentes interações, como um cubo mágico em quadrinhos. E o tom quase kafkiano que permeia cada história realça essa alegoria. Não só o tom. Há uma sexta história, que entra como prólogo e epílogo da &lt;i&gt;graphic novel&lt;/i&gt;, e que faz jus ao título. Ao falar em interpretações, considero por bem fazer menção a duas abordagens: uma, a mais superficial, fala da relação aparência versus essência. a outra, talvez mais profunda, aborda a tensão entre maturidade e criatividade. Talvez maturidade não seja a melhor palavra, mas velhice, ou decrepitude, decadência. A resignada degeneração da beleza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa degeneração deixa lacunas por todo o enredo. Cabe ao leitor completar essas lacunas, intuir dos mistérios tecidos em torno dos personagens. Como metáforas de almas velhas, artísticas, que passam por crises criativas, como se encalhadas após sequencias de pequenos fracassos que aos poucos se tornaram em uma tragédia. E uma ausência de um desfecho tradicional como maior alegoria da própria incompletude dos personagens e de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Título: Cachalote  &lt;br /&gt;Editora: Companhia das Letras &lt;br /&gt;Autores:&amp;nbsp;Daniel Galera e Rafael Coutinho&lt;br /&gt;ISBN: 9788535916737&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;Número de páginas: 320&lt;br /&gt;Acabamento: Brochura&lt;br /&gt;Formato: 21.00 x 27.00 cm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-3486336397388103342?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/3486336397388103342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=3486336397388103342' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3486336397388103342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3486336397388103342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/08/para-alem-da-superficie.html' title='Para além da superfície'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vA_LH7zFcXw/Tlf9w93q0cI/AAAAAAAAADg/i9TYNQdmtrA/s72-c/65009_gg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7370117039454297999</id><published>2011-08-28T10:55:00.000-03:00</published><updated>2011-08-28T10:55:19.398-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte III</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Kain chega à enigmática e titânica Cidade Suspensa. Agora, ele deve encontrar uma maneira de permanecer na cidade. De forma inusitada, o estranho Ambulante Chinês apresenta-se para ajudar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pra ficar na Cidade, só tem três jeitos: Um emprego, Um laço com um cidadão, Uma moradia. Se conseguir qualquer um, pode ficar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas palavras ecoaram na cabeça de Kain, que manteve seu silêncio enquanto fitava o Ambulante Chinês. Aquilo era mais que simples informação. E sem nenhum custo? Kain continuava a desconfiar do mascate, que exibia um riso estranho, quase com um ar de deboche.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sei o que deve pensar agora o freguês, né? Pensar deve que não sabe o que fazer... Que difícil começar... Dessa avenida, do lado de onde eu tava vindo, tem uma taberna. Procura Scarlate a Cortesã. Ajudar o freguês pode, né?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ambulante Chinês apontou para algum lugar ao longo da avenida imersa em sombras. Uma tímida luz parecia lutar contra a escuridão, como a fraca chama de uma vela. Com seu típico sorriso matreiro, ele voltou à frente da carroça e passou a puxá-la, numa corrida regular, no sentido contrário ao destino de Kain. Enquanto o mascate se afastava, o viajante resolveu que não custava nada seguir aquela dica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A taberna estava envolta em uma luz parca e não havia música ambiente. Alguns clientes espalhavam-se pelas mesas mal-cuidadas, com umas poucas garotas a acompanhá-los. Todos se vestiam de forma quase miserável e conversavam aos sussurros. Kain procurou a moça referida pelo Ambulante Chinês. Um dos clientes apontou com a relutância de um ébrio para os fundos do estabelecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Scarlate, a Cortesã, cuidava do balcão. Era de longe a moça mais bonita daquela taberna, com seus volumosos cabelos vermelhos e olhos verdes. E não seria mentira que ela ficou impressionada quando Kain surgiu à porta do estabelecimento. A Cortesã viu um homem alto, vestido com um capote cinza e cabelos compridos e grisalhos. Era bonito e tinha uns olhos assustadoramente negros. Kain aproximou-se de Scarlate e depositou duas moedas de cobre sobre o balcão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Uma bebida e uma noite com você." disse o viajante, com um olhar apertado, perturbador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Scarlate fez mofa, enquanto apanhava as duas moedas e segurava-as entre os dedos finos. Olhou o viajante com deboche.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você deve ter vindo de um lugar cheio de garotas bonitas e baratas, estrangeiro, mas aqui, isso só paga a cerveja."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto segurava as moedas com a mão direita, Scarlate passou a esquerda por baixo do balcão, de onde tirou uma velha caneca de madeira, que foi depositada em frente ao viajante. Ainda com a mão esquerda, a Cortesã pegou na alça de um jarro, derramando seu conteúdo no interior da caneca, até enchê-la. Enquanto servia o cliente, a jovem começou a esfregar as duas moedas de cobre entre os dedos, fazendo a cor amarronzada começasse a despregar-se como se fosse ferrugem. Ela agora tinha duas moedas de prata nas mãos. Kain não parecia surpreso. Em muitos lugares que conhecera, cortesãs também eram feiticeiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Bom, agora você tem o suficiente." Disse Scarlate. Ela havia gostado do visitante. "Mas só para um pequeno pedaço."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Cortesã então guardou as duas moedas no avental, enquanto Kain tomava uns bons goles do copo de cerveja. Scarlate sorriu enquanto observava o pomo-de-adão do viajante fazer movimentos vigorosos. A moça passou a língua pelos lábios, esboçando um sorriso malicioso e enigmático.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7370117039454297999?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7370117039454297999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7370117039454297999' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7370117039454297999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7370117039454297999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/08/cidade-suspensa-parte-iii.html' title='A Cidade Suspensa – Parte III'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7050124134536456328</id><published>2011-08-21T22:20:00.001-03:00</published><updated>2011-08-22T18:44:20.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O som dos guizos trouxe um homem chinês, de baixa estatura, vestido com uma bata oriental de cor indefinida, por causa da pouca iluminação. Ele vinha puxando uma pequena carroça abarrotada de bugigangas. Pelo visto, o homem era um mascate e carregava uma quantidade de mercadorias maior do que a carroça podia normalmente suportar. O homem também tinha uma trança comprida e bem cuidada caindo pelas suas costas. Usava um chapéu justo, característico, que se encaixava muito bem em sua cabeça. O Ambulante Chinês parou diante de Kain.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Um viajante, um viajante." Repetiu, feliz, o homenzinho. "Bem-vindo freguês. Sua sorte esse encontro, sim. O senhor pode comprar coisas boas, coisas muito boas aqui, né?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não tenho interesse." respondeu Kain, evasivo. "Com licença."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o Ambulante Chinês não pareceu querer desistir do novo cliente, pois desvencilhou-se da carroça e tentou barrar o caminho do viajante. Suspirando, Kain abriu e fechou os olhos lentamente, como se decidisse dar uma chance ao mascate. Alegre, o Ambulante Chinês começou a retirar de sua carroça os mais variados objetos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Amuletos, tenho sim; patuás, livros de feitiçaria, poções milagrosas, tenho tudo, freguês. Mas o melhor com certeza é uma alma forjada. Uma raridade, né? Tenho uma aqui na medida certa, né?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain estava surpreso, mas não tinha dinheiro para comprar almas, mesmo falsas. Se não podia cobrir o preço nem mesmo da sua...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Escuta, eu quero saber o que faço para poder ficar na Cidade."&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas isso é informação, né?" respondeu o Ambulante Chinês. "Informação também tenho pra vender, né? Mas o freguês é novo, é amigo, vou dar de graça."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kain olhou-o, ainda surpreso. Ele parecia mesmo querer dar essa informação sem cobrar por ela. Não existe nada de graça, pensou o viajante. Não conseguia adivinhar qual era o objetivo daquele vendedor em ser tão amigável. Kain suspeitava que talvez as forças que conspiravam contra o êxito de sua missão já estivessem em movimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7050124134536456328?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7050124134536456328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7050124134536456328' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7050124134536456328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7050124134536456328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/08/cidade-suspensa-parte-ii.html' title='A Cidade Suspensa – Parte II'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-6389089749806696759</id><published>2011-08-18T09:29:00.000-03:00</published><updated>2011-08-18T09:29:48.702-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Testemunhas de um tempo distante</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_CFCqmWmeVE/Tk0FNkGDj_I/AAAAAAAAADc/sPPwqJpfzP4/s1600/File-id%253Ddhqvnf89_287cdx7gdm_b.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-_CFCqmWmeVE/Tk0FNkGDj_I/AAAAAAAAADc/sPPwqJpfzP4/s320/File-id%253Ddhqvnf89_287cdx7gdm_b.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para muitas pessoas, o passado é fascinante e, quanto mais longínquo for o tempo, mais perguntas ele desperta. Seria isso verdade? Pois essa é a premissa de tantos arqueólogos. Ao encontrar um esqueleto, é inevitável ao estudioso perguntar: quem foi essa pessoa? Por que ela estava aqui? O que costumava fazer em seu dia-a-dia? A História hoje fornece um grande volume de informações, mas as perguntas continuam, inesgotáveis. Surge então uma obra destinada a um passado distante da terra, quando pesquisadores afirmam ter vivido os primeiros exemplares do &lt;i&gt;homo sapiens&lt;/i&gt; (cro-magnon), que teriam convivido ainda com os neandertais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nessa época que nasce Ayla, uma menina cro-magnon que havia sobrevivido a um terremoto em que toda a sua família morrera. Vagando sem destino e superando terríveis perigos, a menina é acolhida por Iza, uma neandertal que viajava com o seu grupo em busca de um novo lar. A caverna dos neandertais havia sido destruída pelo mesmo terremoto que vitimara os pais da menina cro-magnon. Decidida por adotá-la, Iza dá a ela o nome de Ayla.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A princípio, os demais integrantes do bando não desejam a presença de uma estranha entre eles. Brun, o líder, é um dos maiores opositores à permanência da menina, mas a influência de Iza, que é curandeira, garante que Ayla seja acolhida e iniciada nos costumes do grupo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto cresce, Ayla faz amigos, como Creb, o Mog-ur (feiticeiro), e inimigos, como Broud, o filho de Brun e futuro líder. Com o passar do tempo, Ayla descobrirá que quanto mais amigos tiver, mais perigosos serão seus inimigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Ayla, A Filha das Cavernas&lt;/i&gt; é o primeiro volume da saga &lt;i&gt;Os filhos da terra&lt;/i&gt;, de Jean Auel. É uma narrativa fascinante sobre um povo já extinto e seu possível contato com o ancestral do homem moderno, que o substituiu. Com grande conhecimento e um talento inegável, Jean Auel tece a trama da garota cro-magnon ao longo da sua infância e adolescência, criando uma personagem apaixonante, tanto por sua perspicácia quanto inteligência mas, sobretudo, por sua coragem. Tudo isso torna Ayla, a filha das cavernas um verdadeiro épico, uma leitura indicada para todos os gostos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Record&lt;br /&gt;Autor: JEAN M. AUEL&lt;br /&gt;Ano: 2003&lt;br /&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;Número de páginas: 556&lt;br /&gt;Acabamento: Brochura&lt;br /&gt;Formato: Médio&lt;br /&gt;Volume: 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Também disponível em edição de bolso.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-6389089749806696759?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/6389089749806696759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=6389089749806696759' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6389089749806696759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6389089749806696759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/08/testemunhas-de-um-tempo-distante.html' title='Testemunhas de um tempo distante'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_CFCqmWmeVE/Tk0FNkGDj_I/AAAAAAAAADc/sPPwqJpfzP4/s72-c/File-id%253Ddhqvnf89_287cdx7gdm_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7033475732545563995</id><published>2011-08-14T18:43:00.000-03:00</published><updated>2011-08-14T18:43:04.683-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Cidade Suspensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>A Cidade Suspensa – Parte I</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Era início de noite quando Kain chegou aos portões da Cidade. Na verdade, ainda estava claro o bastante para que ele pudesse distinguir os tons alaranjados dos raios de sol que abandonavam com rapidez o horizonte. Kain suspirou, enquanto batia as mãos nos joelhos cansados, para afastar a poeira do caminho. Por duas semanas ele havia viajado, sem parar, e agora chegava àquela cidade de edifícios escuros e imponentes, silenciosa quando não se movia. Era bom ter chegado a tempo.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O viajante deu seus primeiros passos para abandonar a estrada empoeirada e atravessar os limiares da Cidade. Os portões enferrujados permaneciam fechados, mas ele sabia que aquilo era uma ilusão. O grande enigma que tomara grande parte de sua vida: como penetrar na Cidade Suspensa.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Estava bem assentada no chão, era verdade. Outro viajante menos experiente pensaria que se tratava de apenas mais deplorável aglomerado de almas enclausuradas. Um aglomerado impenetrável para aqueles que não conhecessem seus segredos. Uma encruzilhada poeirenta, um crepúsculo e um peito vazio. Essas eram as três condições para penetrar naquele lugar.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sem hesitar, Kain dirigiu-se aos portões em passos firmes. Um segundo antes de penetrar na Cidade, os portões permaneciam em solene imobilidade. No segundo seguinte, como previra, o viajante os havia ultrapassado, parando apenas para observar as construções titânicas e opressivas que compunham os edifícios da Cidade. Kain suspirou, enquanto lembrava que tinha pouco tempo. Logo a Cidade se suspenderia e começaria mais uma jornada. Era necessário encontrar um lugar para ficar antes que ela fizesse um novo pouso.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Dentro do gigantesco complexo, Kain não sentia o vento. Era tudo parado e morto naquelas ruas que pareciam feitas de aço e fuligem. "Isso tudo parece enorme um labirinto de carvão." pensou ele. A Cidade era um gigantesco emaranhado de avenidas e edifícios escuros, banhados por uma luz lúgubre. Suspirando, procurou ao redor uma porta ou janela com luz acesa, algo que denunciasse vida. Não encontrou nada a não ser penumbra. Segundos depois, ouviu o agudo tilintar de guizos que se aproximavam pela avenida à direita.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7033475732545563995?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7033475732545563995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7033475732545563995' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7033475732545563995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7033475732545563995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/08/cidade-suspensa-parte-i.html' title='A Cidade Suspensa – Parte I'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-4008181143542594803</id><published>2011-08-10T22:17:00.000-03:00</published><updated>2011-08-10T22:17:29.316-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>As marcas da mão dela</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Era para ser um blog literário. Mas hoje será somente um blog. Um diário, sim, com a única função de tentar capturar um momento que, ainda que não saibamos por qual motivo, consideramos precioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à casa dela por mero acaso. Digo que não foi planejado. Já planejava visitá-la, tentava ligar com certa regularidade e ficava imerso em culpa por não conseguir concretizar esse intento. Sabia que ela sempre estaria lá, nessa inércia que sempre atua em cumplicidade com as culpas cultivadas e administráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei o interfone, subi os dois lances de escadas e descobri a porta aberta. Gesto tácito de que sempre seria bem-vindo, sempre aguardado. Apesar de tudo, foi com a hesitação dos filhos pródigos que entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, então, que ela não estava no sofá de costume. Na verdade, ela repousava em um recanto que eu ainda não conhecia. Acuada pelo calor, ela repousava em uma área interna. Beijei-a e fui beijado, enquanto perto dela procurava refazer suas memórias, costurando com a linha das palavras, embora sem agulhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parecia distante, alheia, formal demais. Em determinado momento, desistiu e caiu em pranto: "Eu não consigo lembrar quem é ele..." Enquanto eu, com um copo de suco na mão, senti o estômago pesado, senti, ainda que por um segundo, algo sem existência, um ínfimo espaço nulo, negado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consternado, busquei forças para voltar a existir, para me impor no mundo dela, ser alguém de novo. Com suas mãos entre as minhas, eu tentava repetir o gesto que sempre fazia quando criança, seguindo com o polegar e o indicador as marcas da mão dela, segurando com a pontinha a pele, sentindo sua leveza carregada de idade. Ela então, meio que aliviada, disse que estava agora lembrando, enquanto eu ainda parecia não acreditar que havia sido devolvido à existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carreguei-a no colo de volta à sala. Massageei seus pés com óleo, acariciei seus cabelos. Mas nada arrancava de mim a sensação de nulidade, enquanto eu a via em luta constante com insetos invisíveis e visitas indesejadas, imaginadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim foi preciso partir. Beijos, abraços, pedidos de bênção. E a sensação incômoda de que eu não poderia deixar com ela um pedaço meu. Deveria ir embora levando comigo todos os meus pedaços.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-4008181143542594803?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/4008181143542594803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=4008181143542594803' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4008181143542594803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4008181143542594803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/08/as-marcas-da-mao-dela.html' title='As marcas da mão dela'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-6648557071540349920</id><published>2011-06-15T18:44:00.000-03:00</published><updated>2011-06-15T18:44:50.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Silas - Um caminho em eterna construção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5EAs_8PT49M/Tfki_Vnzb8I/AAAAAAAAACE/mTXis1uqEWI/s1600/13+silas+fechada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-5EAs_8PT49M/Tfki_Vnzb8I/AAAAAAAAACE/mTXis1uqEWI/s320/13+silas+fechada.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O trabalho de um escritor mostra que sua obra é algo vivo, que se expande e adquire limiares muitas vezes difusos. Um texto nunca está completo e todo o conjunto que representa o fruto do trabalho de um escritor também abarca a extensão de toda a sua vida. Acredito que esses contornos indefiníveis foram levados em conta na feitura do livro &lt;i&gt;Silas&lt;/i&gt;, da editora Jovens Escribas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Silas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;foi lançado em comemoração aos 20 anos da novela&amp;nbsp;&lt;i&gt;Dis Xis&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e aos 50 anos do autor, Sérgio Fantini. Antes de tudo, a pena de Fantini é ágil, reflete a rapidez referida por Ítalo Calvino. Prova da contemporaneidade do escritor, além da sua consciente competência sobre a arte da escrita. Sérgio Fantini dá corpo a uma ideia. Seu protagonista é antes de tudo testemunha. Através do maduro talento do escritor, cenas são construídas no processo de leitura, imagens que depõem para o leitor sobre um mundo margninalizado: a cidade do interior, com suas mazelas e seus casos de frustrações amorosas; a estrada de uma Minas em trânsito, uma babel que se revela primordialmente pelo silêncio e pela impossibilidade do diálogo oral; uma Belo Horizonte com suas praças de concreto, seus prostíbulos, seus becos repletos de traficantes e putas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como resultado desse processo de observação quase científico, temos a constituição de uma sociedade belo-horizontina "tradicional", sociedade que, à moda da mesma retratada por Henry Miller, tem suas bases na dita escória, na mistura ou convergência de povos, na margem de uma calçada ou na sarjeta imunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em "Silas, 30 do segundo tempo" temos os personagens com suas paranoias e sua carência de identidade, sendo esta construída através de ícones da mídia de massa e dos melodramas que alimentaram as publicações &lt;i&gt;Pulp Fiction.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Silas é um homem da gente. Escrito em tom de confidência,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Silas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;leva o leitor a uma jornada de construção de uma identidade. "Silas, velho" mostra-nos que esse processo nunca está completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;Título: Silas&lt;br /&gt;Autor: Sérgio Fantini&lt;br /&gt;Editora: &amp;nbsp;Jovens Escribas&lt;br /&gt;1ª Edição&lt;br /&gt;Páginas: &amp;nbsp;128&lt;br /&gt;ANO: &amp;nbsp;211&lt;br /&gt;Formato: 21cm x 28cm&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-6648557071540349920?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/6648557071540349920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=6648557071540349920' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6648557071540349920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6648557071540349920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/06/silas-um-caminho-em-eterna-construcao.html' title='Silas - Um caminho em eterna construção'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5EAs_8PT49M/Tfki_Vnzb8I/AAAAAAAAACE/mTXis1uqEWI/s72-c/13+silas+fechada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-8989991587564117676</id><published>2011-06-08T19:28:00.000-03:00</published><updated>2011-06-08T19:28:36.481-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>Sobre culpas e profetas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu havia acabado de sair do trabalho. Sorte o trajeto até minha casa precisar de um ônibus. E sentado! Sorte? Mesmo? Aproveito essas longas horas para adiantar minhas leituras. Hoje o tempo é tão escasso que só mesmo em um lotação sacolejante que temos a oportunidade de uma outra viagem. E olha que às vezes eu até arrisco leituras malabaristas, usando o mesmo braço que segura o livro como penduricalho para a mochila.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E justo quando estava mais entretido em uma profana viagem literária, senta ao meu lado um rapaz. Roupas simples, bermuda, barba, jeito tranquilo e pacato. Entre suas mãos, uma Bíblia. Meus olhos escapam furtivamente para as páginas abertas, pois o rapaz não perde tempo para também aproveitar sua oportunidade de devaneio. Um título enorme parece alardear a este leitor clandestino, como uma propaganda: Malaquias. As primeiras palavras de um Profeta Menor. O Último Profeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus olhos retornam para meu próprio livro. Mas não estou mais sozinho em meu devaneio. Segue-me a culpa. Em minha leitura, o personagem visita um puteiro, reclama do bafo da puta. Enquanto meu companheiro de viagem passa um tempo com Malaquias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente ele tenta chamar minha atenção, tocando com seus dedos meu ombro direito. Eu me viro para ele, em resposta. "Estou te incomodando?" pergunta ele, referindo-se ao seu ombro, que encosta em mim. Respondi que não, de certa maneira perplexo. Impossível estranhos não se encostarem em um lotação metropolitano. Ou seria outro o incômodo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente divago. Lembro-me da música que escuto com meu fone de ouvido. Uma banda de &lt;i&gt;heavy metal&lt;/i&gt;, com seus temas polêmicos, profanos. Sim, estou profundamente incomodado. Comigo mesmo. Com a culpa que paralisa meus braços, que não me deixa dizer tudo o que fica apertado no peito. A mesma culpa que nasceu com este homem, que fazia o menino de sete anos orar pedindo a Deus que não o deixasse morrer dormindo, pois tinha medo de despertar no Inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rapaz em alguns momentos tentava puxar conversa. Percebi que eu mesmo, de tão incomodado, não dava muito papo. Educado e dócil, ele fazia perguntas das quais sabia as respostas como, por exemplo, o nome da avenida que passávamos. Enquanto eu me perguntava se ele tentaria me evangelizar. Evangelizar. Outra demanda da culpa. Não evangelizar é deixar o outro perder-se. E permitir a perdição do outro é invocar sua própria perdição. Assim dizia Ezequiel. No caso, um Profeta Maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E toda essa culpa atravessava minha mente, enquanto eu me perguntava a real intenção do desconhecido jovem. No final, ele não queria me evangelizar. Parecia querer uma palavra de consolo, pois sua vida não estava fácil. Queria vender dois vales-transportes. Havia perdido o emprego e os documentos, inclusive os papéis do Seguro-Desemprego. Ele lamentava ter perdido o emprego de porteiro. Queria o que fosse possível, faxineiro, zelador, servente. Enquanto eu me preocupava com sua inconveniência. A culpa é um veneno compulsório.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que poderia ter feito por ele. Quem sabe ter conseguido seus dados para indicá-lo a algum conhecido que pudesse oferecer a ele uma oportunidade. Ou mesmo poderia ter dito: Deus irá guiar seus passos, ajudar você a encontrar um bom emprego. Afinal, acredito em Deus. Mas vale a pena acreditar na culpa?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-8989991587564117676?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/8989991587564117676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=8989991587564117676' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8989991587564117676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8989991587564117676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/06/sobre-culpas-e-profetas.html' title='Sobre culpas e profetas...'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-3812237462347114521</id><published>2011-06-07T17:31:00.000-03:00</published><updated>2011-06-07T17:31:51.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>O Retorno do Guardião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu havia determinado não atualizar este blog enquanto não recebesse um comentário sobre minha "homenagem" à Diana Wynne Jones. Fiquei surpreso ao descobrir um novo comentário. Retorno então a este humilde recinto para saudar todos os (possíveis) leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos principais objetivos deste blog é apresentar possibilidades de leituras e de histórias também. A Literatura se revela não só no escrito, mas também nos enredos (nós). Essas histórias ultrapassam os umbrais dos livros e alcançam outros suportes, realizando travessias que ocorrem também no imaginário do leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, em muitos casos, sinto-me inclinado a discorrer sobre outras formas de contar histórias. Os seriados, hoje tão populares, muitas vezes encerram histórias incríveis. Outras vezes nem tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro singelo objetivo é também compartilhar possíveis histórias. Digo possíveis porque um texto só se realiza quando recebe um leitor (ou quando recebido por ele). Por isso, desejo compartilhar aqui o resultado de minha imaginação, outrora tão delirante mas hoje nem tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saúdo a todos e agradeço muito aos leitores, tanto os que comentam quanto os que se furtam de deixar neste recinto suas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-3812237462347114521?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/3812237462347114521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=3812237462347114521' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3812237462347114521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/3812237462347114521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/06/o-retorno-do-guardiao.html' title='O Retorno do Guardião'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-181733623049179731</id><published>2011-05-07T21:33:00.000-03:00</published><updated>2011-05-07T21:33:23.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores'/><title type='text'>Diana Wynne Jones e o mundo mais escuro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 18 de junho de 2010, recebi uma mensagem de celular de uma amiga dizendo que o mundo havia se tornado um lugar pior, pois José Saramago havia partido.&amp;nbsp;E foi com certeza o mesmo sentimento que tive quando soube do falecimento de Diana Wynne Jones.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wBiyJFmH4U8/TcXi_pfTMEI/AAAAAAAAAB8/TaTzrc2y1RY/s1600/o+castelo+animado+livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-wBiyJFmH4U8/TcXi_pfTMEI/AAAAAAAAAB8/TaTzrc2y1RY/s200/o+castelo+animado+livro.jpg" width="127" /&gt;&lt;/a&gt;Meu primeiro contato com a obra de Diana deu-se na verdade por caminho indireto. Apesar de ser um amante da literatura desde a tenra idade, conheci &lt;i&gt;O Castelo Animado&lt;/i&gt;&amp;nbsp;através de Hayao Miyazaki. Já naquele tempo era um leitor assíduo dos mangás, com minha cota de animes. Não há duvida que, nas animações, Miyazaki sempre esteve (e talvez sempre estará) no topo da minha lista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi grande minha surpresa quando descobri que a animação era na verdade adaptação de uma obra literária. Costumo ser reticente quanto às adaptações, pois as considero muito irregulares. Mas o Mestre Miyazaki, não só criou uma obra-prima como também a fez inspirada em outra obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Castelo Animado&lt;/i&gt;, no caso o livro, é uma das leituras mais deliciosas que já tive em minha vida. Vai além de fruição, de prazer estético ou prazer da narrativa. É um texto sutilmente alegre, mas com suas doses de tragédia, claramente tecido por alguém que encontrou o prazer na vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mvQme0jX6ac/TcXkZIdetcI/AAAAAAAAACA/hqyQQTBrNpU/s1600/vida-encantada.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-mvQme0jX6ac/TcXkZIdetcI/AAAAAAAAACA/hqyQQTBrNpU/s200/vida-encantada.jpg" width="131" /&gt;&lt;/a&gt;Não restringi minha leitura apenas a um livro desta autora. Quando soube de outras obras dela traduzidas para o Português, não pude deixar de conferi-las. Adquiri &lt;i&gt;Vida Encantada&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e &lt;i&gt;As Vidas de Cristopher Chant&lt;/i&gt;, ambos da série &lt;i&gt;Os Mundos de Crestomanci&lt;/i&gt;. Foi como se eu confirmasse uma certeza oculta. O mesmo traço alegre, a mesma pitada de tragéia, a mesma forma de construir enredos inusitados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há dúvidas que Diana escreve para o público infantil. E essa criança está escondida tanto em um homem de 29 anos quanto em uma senhora de 80. Esse é a magia que movia seus livros, que podiam ser lidos por todos, pois tocavam naquilo que nos torna todos iguais: nossas almas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das marcas mais fortes na obra infantil desta escritora, presente principalmente na série de &lt;i&gt;Crestomanci&lt;/i&gt;, é a &lt;i&gt;&lt;b&gt;solidão infantil&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, ou seja, a incompreensão dos adultos em relação às crianças. A falta de diálogo entre gerações. A infância, mesmo repleta de seus encantos, pode ser uma fase bem solitária e repleta. Principalmente quando os adultos ao redor não conseguem assumir seus papéis de orientadores, conselheiros.&amp;nbsp;Mas os personagens de Diana, embora em muitos aspectos solitários e perdidos, também representavam a busca pela superação, da inocência e da liberdade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diana nunca negou de onde tirava inspiração para seus livros. Professora, sempre rodeada de crianças, sempre buscando compreendê-las, ela aceitava de peito e mente abertos suas ideias, transformando-as nas mais belas histórias. Ela contava, por exemplo, que havia escrito &lt;i&gt;O Castelo Animado&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a pedido de um garotinho, que havia pedido por uma história onde uma casa tivesse uma porta que pudesse ser aberta para vários lugares diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2009, Diana foi diagnosticada com câncer e desde então lutava contra o tumor. No final de 2010, porém, ela decidiu interromper o tratamento, pois as dores estavam se tornando insuportáveis. Em 29 de março Diana partiu. No Brasil, onde seus livros ainda estão começando a se espalhar, sua morte passou quase despercebida, infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto muita tristeza ao saber que não mais haverá histórias do mago Howl, de Sophie, Cálcifer e dos outros incríveis personagens criados por tão criativa escritora. Também fiquei emocionado com o depoimento que Neil Gaiman fez em seu blog sobre a grande amizade com quem ele considera sua grande mestra. Gaiman não está errado. Certamente o mundo ficou mais triste e escuro sem a presença dela, que contribuiu para tornar as vidas de cada um de seus leitores uma &lt;i&gt;Vida Encantada&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;Diana Wynne Jones foi uma grande Mestra e seu nome será jamais esquecido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diana Wynne Jones&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nascimento: &lt;b&gt;16 de Agosto de 1934&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morte:&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 15px;"&gt;29&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 15px;"&gt;&lt;em style="font-style: normal;"&gt;Março&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;de 2011&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-181733623049179731?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/181733623049179731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=181733623049179731' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/181733623049179731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/181733623049179731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/05/diana-wynne-jones-e-o-mundo-mais-escuro.html' title='Diana Wynne Jones e o mundo mais escuro'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wBiyJFmH4U8/TcXi_pfTMEI/AAAAAAAAAB8/TaTzrc2y1RY/s72-c/o+castelo+animado+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7868133859103644540</id><published>2011-04-14T07:27:00.001-03:00</published><updated>2011-05-07T21:26:34.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>Vieira - As palavras, as imagens e as ideias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Nbg1LyQ8-sw/TabLYYyDWHI/AAAAAAAAAB4/LsxWiLJjzlA/s1600/Sermoes_Vieira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nbg1LyQ8-sw/TabLYYyDWHI/AAAAAAAAAB4/LsxWiLJjzlA/s1600/Sermoes_Vieira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;Quando pensamos em Barroco, por conta das longínquas aulas de história em nosso tempo de estudantes, nossas mentes são logo povoadas por imagens das igrejas de Ouro Preto e pelas belíssimas obras do Aleijadinho. Mas não podemos esquecer que o Barroco foi um estilo que influenciou inclusive a literatura, tendo o Padre Antônio Vieira como um dos seus principais representantes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;Nascido em Portugal, Vieira foi ainda criança para o Brasil com toda a sua família. Sua formação como jesuíta foi de fundamental importância para sua carreira eclesiástica e acadêmica, uma vez que suas pregações o fizeram conhecido tanto no Brasil quanto em Portugal. Durante toda a sua vida lutou contra a escravização do índio e com isso fez diversos inimigos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana; font-size: 13px; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Sermões&lt;/i&gt;, antologia organizada pela editora AGIR, estão organizados três dos principais sermões do padre missionário:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Sermão Pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as da Holanda&lt;/i&gt;,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Sermão do Mandato&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;Sermão da Sexagésima&lt;/i&gt;. Vieira era adepto do Conceptismo, uma corrente do Barroco que buscava um discurso simples, de fácil entendimento para qualquer pessoa, mas que também encerrasse em si profundos conceitos. O &lt;i&gt;Sermão da Sexagésima&lt;/i&gt;, o mais famoso dos sermões do Padre Antônio Vieira, pode ser considerado, inclusive, como um verdadeiro manual do pregador, discorrendo exclusivamente sobre a arte de pregar. O estilo simples do sacerdote jesuíta leva o leitor através de um delicioso discurso, repleto de jogos de imagens, trocadilhos e alegorias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;A relevância do trabalho de Vieira é inegável tanto no ramo religioso quanto no literário, por conta da exímia habilidade que o eclesiástico mantinha com a palavra. Tanto que, com todo o mérito, o&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Sermão da Sexagésima&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;foi escolhido como leitura obrigatória para o Vestibular 2010 da UFMG.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;Ficha Técnica&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;Título: VIEIRA - SERMOES - COLECAO NOSSOS CLASSICOS - VOLUME 11&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;Organizador:&amp;nbsp; GOMES, EUGENIO&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;Editora:&amp;nbsp; AGIR&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;4ªEDIÇÃO.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;Páginas:&amp;nbsp; 134&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;ANO:&amp;nbsp; 1966&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;BROCHURA&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7868133859103644540?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7868133859103644540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7868133859103644540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7868133859103644540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7868133859103644540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/04/vieira-as-palavras-as-imagens-e-as.html' title='Vieira - As palavras, as imagens e as ideias'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Nbg1LyQ8-sw/TabLYYyDWHI/AAAAAAAAAB4/LsxWiLJjzlA/s72-c/Sermoes_Vieira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-8138731238583797253</id><published>2011-03-27T21:54:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T21:54:23.532-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>A Guerra (im)Possível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tCWy0l1P-LY/TY_bFCNhbbI/AAAAAAAAAB0/iza4Guq8cYY/s1600/Guerra+mundial++Z.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-tCWy0l1P-LY/TY_bFCNhbbI/AAAAAAAAAB0/iza4Guq8cYY/s1600/Guerra+mundial++Z.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O mundo acabou. Uma horda de mortos-vivos causou um grande colapso mundial. A boa notícia é que a humanidade, depois de chegar quase à extinção, conseguiu sobreviver e praticamente eliminar a grande ameaça. Esse período ficou conhecido como "Guerra Mundial Z".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dez anos depois, o autor, a pedido da ONU, viajou pelomundo e recolheu depoimentos de pessoas de diversas camadas sociais e que desempenharam diferentes papéis nos eventos anteriores à guerra e durante a mesma.&amp;nbsp;É assim que Max Brooks apresenta seu livro, &lt;i&gt;Guerra Mundial Z.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns dos entrevistados foram grandes figurões, outros, simples soldados que combateram no front contra a multidão de zumbis. Seus relatos desenham uma história fragmentada, controversa e confusa. Cabe ao leitor, portanto, refazer os pedaços, construindo em sua mente toda a trajetória desde o paciente zero, o surto que originou o Grande Pânico, a virada e por fim o sucesso da vitória, conhecido como dia Z. Brooks, com genialidade, cria desta forma um romance que também funciona como um jogo. Um livro interativo que desafia o leitor a decifrá-lo. &amp;nbsp;Os relatos procuram cumprir com fidelidade o princípio de veracidade. Desta forma, Brooks insere cada acontecimento em seu contexto histórico, econômico e cultural, levantando possíveis reflexos e impactos que um surto zumbi de grandes proporções poderia causar em escala regional e global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O único tropeço, a meu ver, é a linguagem assumida pelo autor para alguns personagens, como a fala de um brasileiro, cujo modo de expressar-se soa muito artificial, num tom que o aproxima mais do estilo norte-americano. Mas deslizes como esse não desqualificam a interessante e inovadora obra de Max Brooks. &lt;i&gt;Guerra Mundial Z&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é mais que um bom livro. É um relato indispensável tanto para amantes do gênero zumbi como daqueles que não fogem a um bom desafio intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Rocco&lt;br /&gt;Autor: MAX BROOKS&lt;br /&gt;ISBN: 9788532525550&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;Número de páginas: 368&lt;br /&gt;Acabamento: Brochura&lt;br /&gt;Formato: Médio&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-8138731238583797253?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/8138731238583797253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=8138731238583797253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8138731238583797253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/8138731238583797253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/03/guerra-impossivel.html' title='A Guerra (im)Possível'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tCWy0l1P-LY/TY_bFCNhbbI/AAAAAAAAAB0/iza4Guq8cYY/s72-c/Guerra+mundial++Z.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7413510514720235367</id><published>2011-03-13T18:00:00.001-03:00</published><updated>2011-03-17T05:57:14.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>O Chinês Americano - Uma fábula sobre quão preciosa é nossa alma</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-ARBV7PGSWws/TX0vCSk-z5I/AAAAAAAAABw/23vuvaaqG-8/s1600/CiaHQ_ChinesAmericano.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" q6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-ARBV7PGSWws/TX0vCSk-z5I/AAAAAAAAABw/23vuvaaqG-8/s1600/CiaHQ_ChinesAmericano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa incrível fábula, o menino Jin Wang, apesar de nascido nos EUA, tem suas raízes na china. Ele quer se enturmar, quer ser aceito, ser parte do grupo. Mas enfrenta os preconceitos e a incompreensão daqueles que se consideram americanos "genuínos".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como alegoria da busca de Jin em ser parte desse país tão diferente da China que ele nunca conheceu, somos apresentados à lenda do Rei Macaco e sua busca incansável em ser igual aos deuses.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, há a terceira história das dificuldades de Danny, um menino americano que estranhamente tem um primo chinês, chamado Chin-kee. E Danny sempre acaba metido em confusão por causa do seu estranho primo. Essa história é contada no tom satírico de um seriado de comédia americano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O Chinês Americano&lt;/em&gt; é acima de tudo uma narrativa fabulosa. São três histórias bem diferentes entre si, embora tenham elementos que a vão aproximando gradativamente. A própria lenda do Rei Macaco recebe elementos ocidentais, tornando-se também uma criação híbrida, fruto de contribuições diversas, como acontece em toda narrativa de tradição. Como grande mote que amarra as três histórias está a pergunta: até onde uma pessoa iria para se tornar outra? Estaria ela disposta a abrir mão da própria alma?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gene Luen Yang renova a mitologia chinesa ao incluir à mesma elementos judaico-cristãos. A jornada do oeste se torna símbolo do próprio périplo chinês em busca da prosperidade americana. Mas essa jornada tem como risco a perda da própria alma, da identidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do tom alegórico, o texto é límpido e sincero. As situações nunca parecem forçadas. Além disso, os momentos de comédia são de arrancar gargalhadas. Definitivamente este é um quadrinho que não pode faltar na estante dos amantes do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha técnica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: Companhia das Letras&lt;br /&gt;Autor: GENE LUEN YANG&lt;br /&gt;ISBN: 9788535914498&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;Edição: 1&lt;br /&gt;Número de páginas: 240&lt;br /&gt;Acabamento: Brochura&lt;br /&gt;Formato: Médio&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7413510514720235367?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7413510514720235367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7413510514720235367' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7413510514720235367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7413510514720235367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/03/o-chines-americano-uma-fabula-sobre.html' title='O Chinês Americano - Uma fábula sobre quão preciosa é nossa alma'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-ARBV7PGSWws/TX0vCSk-z5I/AAAAAAAAABw/23vuvaaqG-8/s72-c/CiaHQ_ChinesAmericano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-291494784762831358</id><published>2011-03-08T20:09:00.000-03:00</published><updated>2011-03-08T20:09:18.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>A guerra dos tronos</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-ZyqtvwEcbbE/TXa1854z4ZI/AAAAAAAAABI/2b68v0tYQzE/s1600/A+guerra+dos+tronos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-ZyqtvwEcbbE/TXa1854z4ZI/AAAAAAAAABI/2b68v0tYQzE/s320/A+guerra+dos+tronos.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fonte: divulgação.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É difícil resenhar sobre um livro cujo enredo não se fecha em si, mas prevê continuações. Afinal, a narrativa do autor ainda está em construção e o primeiro romance nada mais é que a ponta do iceberg.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica ainda mais complicado quando o livro tem quase seiscentas páginas e uma profusão enorme de personagens, inclusive quando o foco passeia entre alguns deles, como uma estratégia a tornar o leitor mais íntimo de algumas das mais importantes testemunhas da história que se desenrola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso considero um grande trabalho falar de &lt;i&gt;A guerra dos tronos&lt;/i&gt;, livro recente de George R R Martin. Mais difícil ainda porque se trata de um estilo literário do qual aprecio muito, a narrativa épica de fantasia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um mundo totalmente diferente, onde o inverno e o verão não funcionam como um ciclo anual e regular como em nossa realidade, sete antigos reinos são dominados por um único rei, Robert Baratheon. Para fazer sua vontade, o rei conta com um braço direito cujo título do cargo é "Mão do Rei". Em Winterfell, o antigo reino do norte, Lorde Eddard "Ned" Stark recebe o convite de seu amigo, rei Robert, de assumir o alto cargo no lugar da antiga Mão, que havia morrido subitamente. Ned aceita o cargo pela amizade, mas logo descobre que o preço pela obrigação será mais caro do que imagina, ao começar a investigar as misteriosas causas da morte do seu predecessor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto as intrigas e perigos se desenrolam no sul, somos convidados a acompanhar os perigos que envolvem outros membros da família Stark, bem como outros personagens que têm profunda ligação com a história do reino e da suposta conspiração. No fundo dessas tramas, uma possível e sinistra ameaça começa a se desenhar além da Muralha, no extremo norte. Uma ameaça antiga e terrível, evocada dos piores pesadelos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;George Martin desenha um mundo medieval extremamente detalhado, com sua história, sua geografia, seus deuses e folclore. É uma história antiga, que remonta dez mil anos, deixando o leitor fascinado com as possibilidades de outras histórias de eras passadas. A construção dos reinos e das regiões aos seus arredores é meticulosa e sólida. Porém, o autor acaba pecando pelo excesso de detalhes. Como estratégia para não deixar o leitor entediado, o foco narrativo a cada capítulo muda para um outro personagem. Desta forma, o leitor também é convidado a observar personagens que têm grande valor estratégico ao longo de toda a narrativa, para além do primeiro volume.&amp;nbsp;Um dos pontos altos do romance é sem dúvida quando a narrativa se alterna entre dois personagens que estão em lados antagônicos em uma sequência de batalhas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O foco em mais de um personagem também permite ao narrador desenhar mais profundamente os perfis que irão interferir com mais força na narrativa. Esta estratégia, apesar de engenhosa, também traz certos perigos, uma vez que em alguns momentos a narrativa se arrasta quando determinados personagens entram em cena. Isso pode fazer com que o leitor fique entediado. E o tédio, em um livro, pode ser perigoso, apesar de ser um risco que ronda qualquer narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora vasto, meticuloso e de certa forma desnecessariamente extenso, o romance de George Martin é uma excelente narrativa, um épico grandioso que apresenta uma engenhosa trama em um ambiente de fantasia medieval. Ótima leitura tanto para fãs do gênero quanto para aqueles que desejam uma boa leitura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ficha técnica&lt;br /&gt;Título: A guerra dos tronos&lt;br /&gt;Editora: Leya&lt;br /&gt;Autor: GEORGE MARTIN&lt;br /&gt;Número de páginas: 592&lt;br /&gt;Acabamento: Brochura&lt;br /&gt;Formato: Médio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-291494784762831358?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/291494784762831358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=291494784762831358' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/291494784762831358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/291494784762831358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/03/guerra-dos-tronos.html' title='A guerra dos tronos'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-ZyqtvwEcbbE/TXa1854z4ZI/AAAAAAAAABI/2b68v0tYQzE/s72-c/A+guerra+dos+tronos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-5953451115817351882</id><published>2011-02-27T15:49:00.000-03:00</published><updated>2011-02-27T15:49:06.646-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>O Ladrão de Raios</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-ZWQD05-Ei0E/TWqUA0XHjWI/AAAAAAAAABA/q_D0uCuuPng/s1600/o-ladr%25C3%25A3o-de-raios.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-ZWQD05-Ei0E/TWqUA0XHjWI/AAAAAAAAABA/q_D0uCuuPng/s320/o-ladr%25C3%25A3o-de-raios.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fonte: Divulgação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percy Jackson sempre se considerou um garoto normal. Seus principais problemas são a dislexia e o déficit de atenção, que prejudicam seu rendimento nas aulas e a boa relação com seus professores. Além disso, o garoto de 12 anos nunca conseguiu se firmar em uma escola por mais de um ano. Sempre estranhos acidentes ocorrem ao seu redor e, como as causas nunca são muito claras, Percy acaba sempre levando a culpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aí tudo bem. O menino está disposto a aceitar que tem uma sorte ruim. Assume o fato de que precisa se defender dos valentões da escola e até decide proteger um de seus colegas, Groover, que parece ter uma deficiência em ambas as pernas. Tudo muda de forma surpreendente quando, durante uma visita escolar a um museu de história, ele é atacado por uma professora, que se transforma em um terrível monstro. O monstro acusa Percy de ter roubado algo muito valioso, além de poderoso, e o menino só escapa do perigo quando um outro professor, o sr. Brunner, surge sem aviso e lhe lança uma caneta que, na verdade, é uma espada grega disfarçada. Assim, Percy é obrigado a enfrentar a professora monstro e a derrota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse incidente acaba fazendo com que Percy descubra uma incrível verdade: ele é um meio-sangue, um semideus, filho de um dos deuses gregos. Seu amigo Groover é um sátiro e o professor Brunner é na verdade Quíron, o mais notório dos centauros. Por ser um meio-sangue, Percy&amp;nbsp;será para sempre perseguido por monstros e deverá estar pronto para enfrentá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a situação é ainda mais crítica, pois com o roubo do raio-mestre de Zeus, o jovem meio-sangue corre mais perigo do que nunca e deverá antes de tudo alcançar o Acampamento Meio-Sangue, único lugar seguro para alguém como ele. Porém, até mesmo o o Acampamento Meio-Sangue oferece perigos, pois Percy não sabe se pode confiar nos vários semi-deuses que encontra, principalmente os populares Annabeth Chase e Luke Castellan, filhos de Atena e Hermes, respectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ler &lt;i&gt;O Ladrão de Raios&lt;/i&gt;, fiquei um pouco decepcionado com a falta de ambição da obra. Não vou negar que seja um projeto interessante, digno de um professor que tenha um profundo conhecimento sobre a mitologia grega. Mas é somente isso. Estava claro que o autor tinha como objetivo unir em um único texto o &lt;i&gt;&lt;b&gt;ensino&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;sobre a mitologia grega e sobre os grandes monumentos históricos e culturais norte-americanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma, o universo de Rick Riordan, apesar de rico, é extremamente limitado, sendo reduzido ao território dos Estados Unidos e aos seus valores simbólicos. E chega a ser de extremo mau gosto ter um foco tão limitado, como se o restante do mundo não existisse. São questões simbólicas, é lógico, mas diante das grandes mudanças atuais no campo do conhecimento, é temerário um professor norte-americano assumir de forma tão arrogante que todos os valores, sonhos e, principalmente, medos da civilização ocidental estejam transfigurados em cidades, monumentos e paisagens turísticas norte-americanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além dessa visão simplista do mundo e do conceito de civilização, temos também a forma nociva que o autor estabelece o equilíbrio de forças como o bem e o mal, delineando um quadro de maniqueísmo em que Cronos e seus asseclas, os titãs, postam-se contra Zeus e os demais olimpianos. Os próprios deuses do Olimpo são apresentados sem muitos atrativos. De fato, os deuses gregos sempre tiveram seus vícios e falhas de caráter. Os titãs, porém, não parecem tão diferentes dos deuses e são pintados como seres malignos, amaldiçoados, liderando monstros, prontos para lançar a humanidade na escuridão. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, titãs, deuses e monstros são representações do imaginário humano, símbolos de nossos comportamentos, sejam eles bons ou maus. A escolha dos jovens meio-sangue, talvez, seja o símbolo da escolha de nossa juventude, disposta sempre a aceitar os discursos ambíguos de nossa sociedade, discursos que visam antes de tudo a manutenção de um determinado estilo de vida, com sua tecnologia, suas facilidades, seus valores e vícios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficha Técnica&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora: Intrínseca&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Autor: RICK RIORDAN&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ISBN: 9788598078397&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ano: 2008&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Número de páginas: 400&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabamento: Brochura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Formato: Médio&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Volume: 1&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-5953451115817351882?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/5953451115817351882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=5953451115817351882' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/5953451115817351882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/5953451115817351882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/02/o-ladrao-de-raios.html' title='O Ladrão de Raios'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-ZWQD05-Ei0E/TWqUA0XHjWI/AAAAAAAAABA/q_D0uCuuPng/s72-c/o-ladr%25C3%25A3o-de-raios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7734382368830439862</id><published>2011-02-20T17:37:00.001-03:00</published><updated>2011-02-21T22:21:12.569-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos'/><title type='text'>O profundo abismo da alma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria que este post fosse uma resenha sobre a peça &lt;i&gt;A Tocaia&lt;/i&gt;, texto e direção de Ricardo Batista. Acontece que não me considero nem com talento nem com bagagem o suficiente para resenhar uma peça de teatro. Não mesmo. E ontem tive o prazer de mergulhar na narrativa psicológica de &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt;, direção de Darren Aronofsky.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo que ambas as obras tratam de histórias tão diferentes, considero que elas tratam de um tema comum: o abismo que a alma pode cavar dentro de si mesma, criando um labirinto de imagens que vão aos poucos sufocando seu dono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A peça a que me refiro teve apresentação única aqui em Belo Hoizonte, no Palácio das Artes, no dia 16 de fevereiro, durante a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Confesso que eu estava ansioso por assisti-la. Eu havia perdido a oportunidade na campanha anterior. Por conta disso, ainda na primeira semana que os ingressos estavam disponíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já o filme foi mais fácil... Como o cinema hoje em dia é muito mais acessível que o teatro, foi só ficar sabendo que a película havia sido lançada nas principais salas dos shoppings. E ambas foram intensas experiências de sentidos. E me atrevo a dizer que ambas as obras têm o poder de aguçar no espectador o sexto-sentido. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;i&gt;A Tocaia&lt;/i&gt;, um assassino contratado para matar um viajante em uma pedreira abandonada acaba por ser emboscado por seus próprios medos e culpas, pelos fantasmas de seu passado. Em &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt;, uma dançarina de balé, para conseguir o papel de sua vida, sacrifica tudo, inclusive sua sanidade. Mesmo que as diferenças estejam claras, o elemento que pode ligar as duas narrativas talvez seja justamente a loucura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O assassino Geraldo "das Almas" é meticuloso, desconfiado e implacável. Já a dançarina Nina carrega pelo menos dessas três características. E é justamente o que lhe falta é essa impiedade, a coragem de expressar seu desejo e buscá-lo sem se importar com as consequências. Mas aos poucos dentro de Nina o Cisne Negro, aquele que concederá à dançarina o poder de ser implacável, irá emergir. E Nina aos poucos se entrega, disposta a ser o Cisne Negro, mesmo que isso a destrua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que haja um certo tom alegórico nessas duas narrativas, o que mais me fascinou foi a desconstrução da fábula, da moralidade, da lição a ser aprendida. Tanto o assassino quanto a bailarina, personagens tão diferentes, acabam por perceber que estão em uma armadilha e que a vida e a sanidade estão em jogo. Mas ambos têm um compromisso mais forte com seu próprio destino. Um compromisso selado por um ato de morte. E é esse tom fáustico que se mescla ao fantástico, uma viagem de pesadelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não posso me esquecer de mencionar Tchaikovsky, cuja obra reverbera por todo filme &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt;, tornando sublime o que já era excelente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7734382368830439862?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7734382368830439862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7734382368830439862' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7734382368830439862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7734382368830439862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/02/o-profundo-abismo-da-alma.html' title='O profundo abismo da alma'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-5708738124873308371</id><published>2011-02-15T23:24:00.004-02:00</published><updated>2011-02-18T10:02:56.272-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>A Concha</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 19px;"&gt;Que nos vistam de essência, pois nada somos do que um sopro em uma concha: o barulho do mar…&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-5708738124873308371?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/5708738124873308371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=5708738124873308371' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/5708738124873308371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/5708738124873308371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/02/concha.html' title='A Concha'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-4110856006429674712</id><published>2011-02-12T10:31:00.004-02:00</published><updated>2011-02-15T23:19:59.312-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenhas'/><title type='text'>O menino no espelho</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S5wjlglIQ9s/TVZ7ms6cjRI/AAAAAAAAAAY/2gBaevnb62U/s1600/Menino_Espelho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-S5wjlglIQ9s/TVZ7ms6cjRI/AAAAAAAAAAY/2gBaevnb62U/s200/Menino_Espelho.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div id="internal-source-marker_0.49808997055515647" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Um homem maduro conta suas experiências de quando era criança, mergulhando nas suas reminiscências e nas suas fantasias infantis. Esta é a proposta que Fernando Sabino faz ao leitor. Publicado pela primeira vez em 1982, “O Menino no espelho” é um romance curto, quase em tom de novela, experimental por ser episódico, como se cada capítulo encerrasse um conto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="internal-source-marker_0.49808997055515647" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Este é um dos pontos mais importantes do romance. Ele não assume um compromisso com o enredo tradicional, na estrutura princípio-meio-fim. Pode ser iniciado a partir de qualquer capítulo, degustado, apreciado. O leitor pode escolher pular capítulos, recombiná-los. Outra característica desta obra de Sabino é que o narrador, seguindo um estilo de memória, leva o leitor a lembranças que vão aos poucos se misturando a fantasias, sonhos, desejos, como voar ou conseguir ser invisível. São os sonhos de criança que tomam a realidade, reconstruindo a memória e aproveitando na literatura o que ela tem de melhor: sua ligação com o imaginário, o fantasioso, o verossímil, aquilo que se aproxima da realidade, como um piloto que ameaça pousar, mas, após um rasante, alça voo rumo ao infinito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;E o efeito realidade-fantasia é ainda mais realçado pelas escolhas de estilo do escritor. Ao mesmo tempo que confere um tom anedótico, de causo, à sua narrativa, ele situa a mesma em um universo reconhecível, passível de ser mapeado, como a glamourosa Praça da Liberdade da Belo Horizonte dos anos 1930. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Repleto da ingenuidade infantil, dos medos e triunfos da criança carregada no título, “O menino no espelho” é, ao final de sua leitura, uma mágica viagem que cada leitor faz ao menino que um dia foi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: Arial; font-size: 11pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;Fernando Sabino (1923 - 2004) nasceu em Belo Horizonte. É conhecido por &lt;i&gt;O encontro marcado&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Grande Mentecapto&lt;/i&gt;, romances que, dentre outras obras, concederam-lhe a imortalidade.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-4110856006429674712?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/4110856006429674712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=4110856006429674712' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4110856006429674712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/4110856006429674712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/02/o-menino-no-espelho.html' title='O menino no espelho'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-S5wjlglIQ9s/TVZ7ms6cjRI/AAAAAAAAAAY/2gBaevnb62U/s72-c/Menino_Espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-6020066284459635534</id><published>2011-02-05T16:03:00.000-02:00</published><updated>2011-10-16T19:50:44.591-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogs'/><title type='text'>Refletir Cultural</title><content type='html'>Um espaço para a Cultura em todas as suas manifestações, em todas as faces de sua humanidade. Um lugar para além de refletir, de encontrar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://refletircultural.blogspot.com/"&gt;http://refletircultural.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-6020066284459635534?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/6020066284459635534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=6020066284459635534' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6020066284459635534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/6020066284459635534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/02/refletir-cultural.html' title='Refletir Cultural'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6468968.post-7696510444393129261</id><published>2011-01-19T10:03:00.004-02:00</published><updated>2011-10-16T19:50:08.095-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Arial, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 15px; line-height: 19px;"&gt;O dia que começa é como o reflexo do que termina. O tempo parece fluido, escapa de nossas mãos, nos deixando a sensação de vazio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6468968-7696510444393129261?l=oguardiao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oguardiao.blogspot.com/feeds/7696510444393129261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6468968&amp;postID=7696510444393129261' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7696510444393129261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6468968/posts/default/7696510444393129261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oguardiao.blogspot.com/2011/01/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Nerito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03470591954799052553</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-re-TpE4ukVk/TXf4d3xQG5I/AAAAAAAAABQ/MmTOSuY_ulo/s220/Colacao2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
